Guia de Adopção de Cães

Sempre se disse que o cão é o melhor amigo do Homem. Esta afirmação é verdadeira. O que tantas vezes não se verifica é o contrário. Na União Zoófila damos abrigo a cerca de 600 cães. Todos eles um dia foram o melhor amigo de alguém e, hoje, procuram um novo amigo. Se considera adoptar um cão nunca se esqueça que esta tem de ser uma tomada de decisão consciente: um cão traz-lhe responsabilidades acrescidas, exigindo muito do seu tempo e dedicação.

Está preparado para uma adopção? Tenha em conta:

  • O seu estilo de vida
  • A sua disponibilidade financeira
  • Espaço disponível para o cão
  • Se quer um cão bebé ou adulto

Se já decidiu adoptar um cão é porque tomou consciência de todas as responsabilidades que terá para que o seu animal seja saudável e feliz. Impõe-se agora a escolha de um animal cujas características sejam adequadas à família de que vai fazer parte. Todos os membros da família devem participar, estar de acordo e compreender a escolha que vão fazer. É um pouco absurdo optar por um cão só porque tem o pêlo bonito. A beleza do pêlo não contribuirá em nada para a harmonia familiar!

Factores determinantes quanto ao tipo de cão a adoptar:

Porte do Cão: Pequeno, Médio ou Grande?

Alimentação / Saúde | Comer 100 gramas de ração por dia ou 800 gramas faz diferença no seu orçamento. Verifique os preços das sacas de ração da gama média-alta que são as mais adequadas em termos de saúde. A quantidade de desparasitante e doses de medicação veterinária, por exemplo, também dependem do peso do cão e o seu custo aumenta substancialmente em função do porte.

Alojamento | Qual é tamanho da sua habitação? Tem espaço para um animal grande? Se tem quintal poderá comprar uma casota adequada? A casa não é muito grande mas pode ir passear o seu cão várias vezes por dia em espaços onde possa correr?

Férias | Tem automóvel e pode transportar o cão? Pode recorrer a Empresas que o façam? Pode recorrer a hotéis? Não pode levar o cão para ferias consigo mas tem quem fique com ele independentemente do tamanho?

Tipo de Pêlo: Curto ou Comprido, Encaracolado ou Liso?

Tem possibilidade de recorrer a serviços de tosquia e banho? Um cão de pelo comprido exige mais cuidados e por isso é mais dispendioso. Qualquer cão larga pelo durante todo o ano, assim, mesmo que adopte um cão de pelo curto, terá de conviver com o facto de encontrar sempre pelos na sua casa. Um cão de pelo curto também tem que ser escovado, mas bastará 1 ou 2 vezes por semana.

Idade do Cão: Cachorro ou Adulto?

Poderá ter mais despesas imediatas com um cão adulto caso este não esteja bem de saúde, no entanto, lembre-se que o cachorro que adopta hoje poderá ter os mesmos problemas, ou piores, daqui a 6 ou 7 anos. Com um cão adulto evita encontrar móveis e pantufas roídas. Ao adoptar um cachorro deverá ter em consideração despesas como: vacinação,  esterilização, treino (se for necessário),  acessórios como brinquedos, trela e coleira, que provavelmente terão de ser substituídos quando crescer. Um cachorro exige muito tempo e dedicação, afinal está a aprender tudo. Terá de ter paciência para o xixi no chão, objectos pessoais roídos, necessidade constante de atenção e muito mais. Está preparado para o acompanhar e amar durante os próximos 14 ou 15 anos? Pense também na sua idade e saúde. Um cão mais velho precisa de menos exercício, é mais calmo e sossegado, mas também necessita de tempo para se adaptar à nova família.

Temperamento do Cão

Os cães são o reflexo do dono, por isso, se adoptar um cachorro saiba que terá de lhe dedicar muito tempo porque será sua responsabilidade ensinar-lhe tudo o que tem de saber. Todos os cães sabem aprender, mas poucos donos sabem ensinar.

Se optar por adoptar um cão adulto deverá ter em conta o temperamento do cão vs estilo de vida da família. Por exemplo:

  • Se tem visitas regulares em sua casa ou se a zona onde vai passear o seu cão tem muitos cães, é indispensável optar por um cão sociável.
  • Se tem muito espaço em casa e disponibilidade para passear, poderá adoptar um cão um pouco mais enérgico e com bastante necessidade de exercício.
  • Se o responsável pelos passeios for alguém de mais idade terá de escolher um cão pequeno, não muito forte e relativamente obediente.
  • Se está pouco tempo em casa não deverá nunca adoptar um cão que deteste estar sozinho, porque isso provocará um grande sofrimento no animal.
  • Se tem crianças pequenas a escolha deverá incidir sobre um cão mais meigo e que goste de crianças.

Após ter uma ideia do que deseja e pode proporcionar ao seu cão, venha visitar o nosso canil – as adopções de cães realizam-se às 4ªs, 6ªs e Sábados das 14h às 16h30m.

Ser-lhe-á feita uma ‘entrevista’ e apresentados os cães que correspondam ao perfil demonstrado e pretendido. Aqui, e após a escolha e decisão de que é ‘aquele’ que efectivamente quer, preencherá sempre um termo de responsabilidade. Quando lhe forem mostrados os cães ser-lhe-ão dadas as informações acerca daqueles que lhe forem interessando: se estão saudáveis, se requerem algum tipo de atenção especial devido a feitio ou doença, etc. Acima de tudo será sempre aconselhado por quem lida com eles todos os dias e os conhece bem. Quando se dirigir ao nosso albergue, aguarde ao portão que o venham atender e, nunca, em circunstância alguma entre sem ser acompanhado ou abra os portões, pois os cães podem fugir. Dentro do canil deverá estar sempre acompanhado por alguém responsável, não circulando pelo espaço sozinho. Antes de acarinhar algum animal pergunte a quem o acompanhar se o pode fazer, pois tal como nós, também os cães têm o seu feitio e por vezes não são receptivos a estranhos (devido a traumas). Aproveite a sua visita ao canil para considerar apadrinhar um outro cão ou até, se tiver a disponibilidade, para ser voluntário.

A chegada a casa e os primeiros meses

Quando trouxer o seu amigo para casa, deverá ter um cantinho dedicado a ele com a caminha, comida e água, num sítio calmo e longe de confusões. Deverá deixá-lo explorar o seu novo lar, deixando-o à vontade durante algum tempo. Se levou um bebé, será na União Zoófila informado de tudo o que deverá fazer, mas nunca é demais dizer que um bebé não pode ir à rua sem ter as 4 primeiras vacinas, e não pode tomar banho. Se adoptou um jovem /adulto terá de lhe dar o tempo necessário para que este se habitue ao ambiente familiar. Deve, em qualquer dos casos, ser paciente: quer seja um bebé que chore, quer seja um jovem/adulto que lhe pareça inseguro ou queira até fugir. A adaptação ao novo ambiente requer tempo. E a mesma situação se afigura caso tenha outros animais em casa. Deve ser feita uma aproximação gradual e, inicialmente, quando se ausentar, não os deixe todos juntos até que coexistam em harmonia. Mas lembre-se, nunca force as relações entre eles, dê-lhes tempo que se entenderão. Caso verifique que é impossível a amizade entre eles, ou por qualquer outra razão válida não consegue manter o seu cão feliz, venha falar connosco. Mas nunca, NUNCA O ABANDONE!

Desparasitar o seu Cão

Desparasitação

Um dos principais cuidados básicos de saúde a ter com o seu cão é a desparasitação. Os cães podem ser infestados com vários tipos de parasitas: os externos (ectoparasitas) geralmente animais, como as pulgas, carraças, ácaros e piolhos. Existem também os parasitas internos (endoparasitas), que se alojam essencialmente a nível do tubo digestivo.

Parasitas externos

Iremos aqui referir os dois principais parasitas externos dos cães:

Pulgas | são pequenos animais pertencentes à classe dos insectos. Existem centenas de espécies de pulgas, sendo que só algumas são parasitas do cão. Se as condições forem ideais (proliferam-se preferencialmente nos meses mais quentes), as fêmeas podem colocar entre mil a dois mil ovos, que se irão alojar não só no pelo do cão como por exemplo em tapetes e carpetes. Quando os ovos eclodem e após várias metamorfoses, surge a pulga adulta, que é o parasita definitivo. A pulga irá então alimentar-se do sangue do cão, perfurando a pele deste através das suas peças bucais. Existem várias doenças provocadas pela picada da pulga. Para além da comichão que provocam, os cães estão sujeitos a terem uma reacção alérgica a essa picada, provocando-lhe queda de pêlo, um prurido intenso e feridas devido ao cão coçar-se. As pulgas podem também ser agentes transmissores de vários agentes patogénicos e parasitas.

Carraças | são animais da classe dos aracnídeos, de cor geralmente vermelho-acastanhada, corpo achatado, e nas quais é possível distinguir o macho da fêmea, tendo estas um abdómen de maiores dimensões. Tal como as pulgas, as espécies de carraças que são parasitas dos cães alimentam-se do sangue deste, fixando as suas peças bucais na pele e inoculando uma saliva especifica que solidifica e ajuda a carraça a fixar-se. Para além do incómodo que elas provocam no animal, as carraças podem transmitir doenças como a Babesiose e a Erlichiose (a febre da carraça).

Parasitas internos

Estes parasitas afectam normalmente o esófago, estômago e intestinos grosso e delgado, havendo parasitas específicos para cada zona do tubo digestivo, existindo vários géneros e espécies, como as ténias e as lombrigas, os vulgarmente conhecidos por “vermes”. Alguns dos sintomas de que o cão tem parasitas internos são: vómitos, diarreia (nos quais muitas vezes são visíveis os parasitas), emagrecimento (por exemplo no caso dos cachorros pode-se verificar um certo inchaço na zona abdominal e anemia). Estes parasitas podem ser transmitidos através da ingestão dos seus ovos (encontrados na água, comida, etc), transmitidos pela mãe aos cachorros ou através de hospedeiros intermediários, como as pulgas.

Prevenção/Tratamento

A melhor maneira de evitar que o seu cão tenha parasitas tanto externos como internos é mesmo prevenir! Visto que eles podem apanhá-los em qualquer local, como relvados, passeios ou em contacto com outros animais convém não só utilizar produtos específicos para endo e ecto parasitas como também manter o local onde o cão habita em boas condições de higiene. No caso dos parasitas externos, existem vários anti-parasitários disponíveis no mercado, que podem ser específicos para um só parasita, ou para vários, na forma de coleiras, champôs, sprays, comprimidos, ampolas, etc, sendo que alguns donos optam por utilizar mais do que um produto ao mesmo tempo, entre as várias marcas referimos: Pulvex spot, Frontline, Advantage, Advantix, Program, entre outros. É igualmente de referir que nem todos os produtos agem com a mesma eficácia em todos os cães, e que nenhum é 100% eficaz. Podendo inclusive haver reacções alérgicas por parte dos cães a alguns produtos. Aconselhe-se com o medico veterinário do seu cão em relação a eventuais duvidas. Quanto às desparasitações internas, convém que sejam sempre orientadas pelo veterinário. Usualmente são administrados comprimidos, como por exemplo o Drontal plus, num plano de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses. No caso dos cachorros, estes poderão ser desparasitados a partir das 2 semanas e depois uma vez por mês, até completarem 6 meses.

Vacinação

No que diz respeito à saúde do seu cão devemos ter sempre em mente que mais vale prevenir do que remediar, portanto vacine o seu cão para prevenir o aparecimento de doenças cujo tratamento sai sempre muito mais dispendioso quando comparado com o preço das vacinas. Lembre-se as doenças contra as quais as vacinas protegem são muitas vezes fatais para o seu animal e inclusivé algumas são transmissíveis ao homem. Todos os cachorros devem ser vacinados o mais cedo possível após as oito semanas de idade variando o plano de vacinação consoante a situação epidemiológica das várias doenças em cada zona geográfica. Para aumentar a eficiência da resposta imunológica, os cães só devem ser vacinados se estiverem em boas condições de saúde, isso é verificado pelo veterinário através de um exame minucioso ao cão. Os cães são normalmente vacinados contra a raiva ( vacinação obrigatória por lei), esgana, hepatite contagiosa, parvovirose, parainfluenza, leptospirose, tosse do canil e babesiose; as vacinas que protegem destas doenças são dadas em doses ás 6-8, 12 e 16 semanas de idade, com excepção da vacina da raiva que é administrada entre os 3 e os 6 meses de idade, depois só se tem de fazer um reforço anual. Após as vacinas, durante um período de 10 a 15 dias, deve-se evitar submeter o cão a esforços físicos e lavagens, assim como se deve evitar que ele entre em contacto com ambientes contaminados. Depois de administrar-se as vacinas, os cães podem ter reacções ligeiras e curtas que se traduzem por febre ligeira, dores musculares e sonolência . Raramente ocorrem reacções mais fortes cujos efeitos secundários se traduzem por um inchaço no rosto, erupções cutâneas e vómitos , caso isto acontecer deve dirigir-se imediatamente com o cão ao veterinário mais perto de si.

Identificação do seu Cão

A identificação dos animais é um assunto de extrema importância. A melhor maneira de o fazer é através do Microchip. É um método simples e eficaz.

Microchip

O Microchip é um modo electrónico de identificar o seu animal. Consiste num circuito electrónico encapsulado num vidro, de reduzida dimensão (tamanho de um bago de arroz), que é aplicado por via subcutânea de forma indolor na parte lateral esquerda do pescoço do animal. O microchip tem um número de identificação exclusivo que é registado numa base de dados (S.I.R.A.), ao qual correspondem os dados acerca do animal e do seu proprietário. Este chip pode ser utilizado em qualquer animal, principalmente em cães e gatos. A sua aplicação só deve ser feita por um médico veterinário. Se o seu animal se perder e possuir um microchip implantado é possível comunicá-lo à Base de Dados Nacional, S.I.R.A., a qual lança um comunicado a todos os médicos veterinários e centros de identificação, com o número pessoal do animal. Como as clínicas veterinárias, vários canis e associações possuem leitores automáticos que identificam o número do microchip, se o seu animal for encontrado, será facilmente contactado o proprietário através da base de dados. O roubo é outra situação em que o microchip dá uma ajuda preciosa uma vez que prova legalmente a propriedade do animal. Assim, é importante proceder à aplicação do microchip, pois acreditamos que desta forma é possível desenvolver o conceito de responsabilização dos proprietários dos animais, melhorando os problemas do abandono.

Com a entrada em vigor do decreto-lei n.º 312/2003 de 17 de Dezembro de 2003 passou a ser obrigatória, a partir de julho de 2004, a identificação por microchip das raças consideradas perigosas ou potencialmente perigosas. A partir de Julho de 2008, todos os cães têm de ser identificados electronicamente. A data a partir da qual é obrigatório identificar os gatos será posteriormente definida por despacho do Ministério da Agricultura.

Coleiras identificadoras

Apesar do seu animal possuir um microchip, isto não invalida que ele use uma chapa identificadora na coleira. O seu uso é importante apesar desta poder cair ou ser retirada facilmente. Nessa chapa deve constar gravado o número de telefone do proprietário do animal. O uso da chapa pode, por vezes, ser muito útil para fazer chegar aos seus proprietários mais rapidamente animais perdidos encontrados por terceiros. Estas chapas podem ser adquiridas em Clínicas Veterinárias, lojas de animais ou lojas para esse efeito.

A Higiene do seu Cão

É indispensável escovar o seu cão regularmente. A escovagem elimina a sujidade e os pêlos mortos. Semanalmente deverá observar-lhe os dentes e as patas, para evitar que ferimentos interdigitais se possam complicar em infecções com alguma gravidade, nomeadamente a formação de abcessos motivados pela introdução de praganas.

Banho

Covém ressalvar que o banho é uma das partes mais importantes do cão, mas devemos reger-nos por algumas normas básicas:

  • Evitar banho a cachorros com menos de 4 meses, salvo indicação contrária do veterinário;
  • Utilizar água morna (30/35º);
  • Proteger os ouvidos com algodão encerado;
  • Evitar que o champô ente nos olhos do animal;
  • Nunca utilize champô de uso humano, uma vez que o PH da pele do cão é diferente do nosso.

Um cachorro ou um gatinho só deverá tomar banho uma semana após as primeiras vacinas. Quando der banho aos seus cães ou gatos evite deitar-lhes água sobre a cabeça, usando uma esponja embebida na água do banho para lhes limpar a cabeça, evitando assim a entrada de água para os ouvidos, pois poder-lhe-á ocasionar otites parasitárias ou micóticas. Aproveite o banho para esvaziar ou esvaziar as glândulas perianais.

Limpeza dos ouvidos

Os ouvidos são um órgão a que devemos prestar especial atenção, sobretudo se o cão tem orelhas grandes, caídas e peludas. É natural encontrarem-se pêlos no interior do pavilhão auditivo os quais provocam uma oxigenação deficiente e uma acumulação de sujidade que acabará por inflamar o ouvido ou até degenerar uma otite. Para evitar esta situação devemos extrair todos os pelos que se encontrem no interior do ouvido.

Limpeza dos plantares

É importante manter as zonas interdigitais e plantares livres de nós e de pelos deteriorados de modo a que não interfira ou incomode o livre andamento do cão.

Corte de Unhas

No caso do cão não ter um desgaste natural das unhas, estas deverão ser cortadas, mas devemos ter em consideração vários aspectos. O Interior da unha tem uma zona carnosa cor-de-rosa e muito irrigada, mãos conhecida como “sabugo”, que devemos evitar atingir na altura do corte pois provocaríamos dor e hemorragias. Devemos prestar especial atenção aos quintos dedos ou esporões, pois as unhas podem chegar a enrolar e ferir as almofadinhas.

Conselhos de Estética

Raças de Pêlo Semi-Longo e Longo | Bearded Collie, Bichon Maltês, Briard, Cavalier King Charles, Clumber Spaniel, Cocker Americano, Cocker Spaniel, Colley, Dogue do Tibet, Epagneul King Charles, Epagneul Papillon, Galgo Afegão, Gos d’Atura Catala, Lhassa Apso, Pastor Jugoslavo, Pastor Polaco, Pequinês, Shih-Tzu, Silky Terrier, Springer Spaniel Inglês, Teckel de pelo longo, Terrier do Tibet, Yorkshire.

Os que têm um sub-pelo suave devem tomar um banho mensal, os cães que não têm subpelo e têm um crescimento contínuo do pelo, podem tomar de 1 a 4 vezes por mês. É recomendado um Champô rico em óleo de Coco ou Mela Verde, também se recomenda o uso de bálsamos. Os pelos compridos devem ser penteados todos os dias com um spray de jojoba para evitar que se partam e deverão ser nutridos com um óleo semanalmente.

Raças de Pêlo Volumoso | Barbet, Bichon Bolonais, Bichon Frisé, Bichon Havanês, Bobtail, Caniche, Coton de Tuléar, Eurasier, Petit Chein Lion, Samoiedo, Terra Nova.

Os que têm subpelo lanoso devem tomar banho de 2 em 2 meses, aos restantes recomenda-se de 1 a 2 vezes por mês. É recomendado Champô com algum óleo ou de Banana. Escovar todos os dias ou pelo menos 3 vezes por semana de preferência com a ajuda dum spray específico para auxiliar a desembaraçar os nós.

Raças de Pêlo Raso | American Staffordshire Terrier, Basenji, Basset Hound, Beagle, Beauceron, Boxer, Braque Alemão, Braque de Weimar, Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Bull Terrier, Bulmastiff, Cane Corso, Cão nú chinês, Carlin, Chihuahua, Dalmata, Dobermann, Dogue Alemão, Dogue de Bordéus, English Toy Terrier, Galgo Italiano, Greyhound, Jack Russel Terrier, Mastim Argentino, Mastim Italiano, Pinscher, Tottweiler, Saint-Hubert, Shar-Pei, Sloughi, Sttaffordshire Bull Terrier, Teckel de pelo curto, Whippet.

Recomenda-se o banho de 2 em 2 meses com Champô de Proteína ou Limão. Os Bálsamos só poderão ser utilizados no caso de haver caspa. Escovar 1 vez por semana.

Raças de Pêlo Duro | Airedale, Australian Silky Terrier, Border Terrier, Bouvier da Flandres, Cairn Terrier, Derrhound, Fox Terier pelo de arame, Glen of Imaal Terrier, Griffon Belga, Griffon Korthal, Leonberg, Norwich Terrier, Pastor Picard, Petit BassetGriffon Vendéen, Schipperke, Schnauzer, Scottish Terrier, Skye Terrier, Teckel pelo de arame, Welsh Terrier, West Highland White Terrier. Recomenda-se o banho 2 a 6 vezes por ano com Champô de Proteína ou Limão. Como estes cães não efectuam a muda de pelo natural, teremos de efectuar a muda de pelo artificial através do Stripping.

Cuidados de Saúde do seu Cão

A saúde do seu animal é algo que tem de ser cuidadosamente vigiada junto do seu veterinário. Tal como as pessoas um dos factores principais para a saúde do seu animal é a alimentação. As visitas ao veterinário são também fundamentais. Segue o resumo de algumas das doenças mais frequentes do cão.

Esgana

O que é | A Esgana é uma doença viral altamente contagiosa, que afecta os cães, principalmente os mais novos, podendo ser mortal. Esta doença não é transmissível ao ser humano, mas sim a outros cães.

Sintomas | Os sintomas são variados, podendo aparecer em três fases:

Fase 1

  • Febres altas
  • Vómitos/Mal-estar
  • Falta de apetite
  • Diarreia
  • Desidratação

Fase 2

  • Tosse (além dos outros sintomas descritos)

Fase 3

  • Sangue purulento no nariz e nos olhos
  • Convulsões/Espasmos nervosos
  • Eventual paralesia

Tratamento | Não existe um tratamento específico para esta doença, contudo o animal deve ser hospitalizado o mais rápido possível, a fim de minimizar os sintomas e salvá-lo da morte. É de referir que, nos cachorros a taxa de mortalidade é mais elevada do que nos cães mais velhos, pois estes possuem mais defesas que os primeiros. Nos caso do animal se salvar, ele poderá ficar com algumas sequelas, como tiques nervosos, epilepsia, dentes manchados devido aos danos provocados no esmalte e possível paralisia. Nota: Um animal com esgana deve ser imediatamente isolado dos outros e os espaços onde ele esteve devem ser rigorosamente desinfectados para minimizar o risco de transmissão.

Como se transmite | A esgana pode ser transmitida de diversas formas, entre elas: contacto directo entre animais, tosse e espirros dos mesmos, ou ainda pode ser transportado na roupa ou calçado de quem esteve em contacto com o animal infectado. Esta doença transmite-se a animais que não estejam vacinados contra a esgana, ainda que sejam animais sadios.

Mais vale prevenir | Todos os cachorros ou cães adultos, devem cumprir o esquema de vacinação estipulado pelo veterinário. No caso da esgana, a vacina deve ser tomada com cerca de 8 a 10 semanas, repetindo depois anualmente com doses de reforço. É importante manter os cachorros em espaços limpos e não os passear na rua antes das primeiras vacinas.

Raiva

O que é | A Raiva é uma doença viral (vírus rábico), que se multiplica nas glândulas salivares. É transmissível a todos os animais de sangue quente, incluindo o ser-humano.

Sintomas 

Nos cães:

  • O animal começa a ter alterações ao nível do seu comportamento, ficando mais agressivo e “raivoso”;
  • As pupilas dilatam;
  • Desenvolve-se no animal a fotofobia (medo da claridade);
  • Excesso de salivação;
  • Paralisia da mandíbula e dificuldades em engolir;
  • Convulsões
  • Paralesia dos membros

Nos humanos:

  • Febre que vai aumentando progressivamente
  • Dores de cabeça
  • Estados de inquietação e irritabilidade
  • Taquicardia
  • Depressão
  • Dificuldade e impossibilidade de respirar

Tratamento | Depois de detectada a doença, não existe tratamento possível. A vacina serve sim, para prevenir, mas como remédio não causa qualquer efeito.

Como se transmite | O vírus da raiva é transmitido principalmente, por cães ou gatos, sendo transmissível a outros animais de sangue quente, bem como ao ser humano. A transmissão é feita através da mordedura de um animal infectado, sendo o vírus excretado pelas suas glândulas salivares. Esta transmissão pode ainda ocorrer através de um arranhão causado pelas unhas ou dentes do animal infectado ou ainda pela “lambidela” desse animal, quando a sua saliva entra em contacto com alguma área da pele que esteja ferida. O período em que os sinais da doença se tornam visiveis, após a transmissão (mordedura), podem variar entre 2 semanas a 6 meses.

Mais vale prevenir | A única maneira de evitar a doença é mesmo com a prevenção, ou seja, com a vacina. Apesar de não existirem sinais de raiva em Portugal, vacina é obrigatória e deve ser ministrada por volta das 16 semanas de vida do animal.

Leishmaniose

O que é | A Leishmaniose é uma doença infecciosa, causada por um organismo denominado leishmania. Esta doença é mais comum em países quentes, contudo também é comum em Portugal, principalmente nas zonas da Península de Setúbal e Vale do Tejo.

Sintomas

Esta doença pode apresentar-se de duas formas:

  • Forma cutânea, que se caracteriza pelo aparecimento de feridas na pele, cuja cicatrização é muito difícil, senão nula;
  • Forma visceral, que atinge órgãos como o fígado, o baço e a medula óssea).

Normalmente esta doença revela-se quando já está num estado muito avançado de desenvolvimento, sendo os seus sintomas os seguintes:

  • Excessiva queda de pêlo;
  • Emagrecimento do animal;
  • Fraqueza e apatia;
  • Feridas que surgem de repente e cuja cicatrização é muito díficil de conseguir;
  • Aumento exagerado das unhas;
  • Dilatação do fígado ou do baço

Tratamento | Antes de se partir para a certeza de que o animal está infectado com Leshmaniose, deve falar-se com o veterinário para se fazer o respectivo diagnóstico. Este diagnóstico é feito por punção da medula óssea e observação microscópia das Leshmanias. Se as suspeitas se confirmarem e o animal estiver mesmo infectado, há que dar início a um longo tratamento. É de salientar que, no cão esta doença é incurável. Todavia, pode ser tratada, principalmente se ainda não tiver atingido um elevado grau de desenvolvimento. O tratamento, quando seguido minuciosamente, elimina os sintomas, permitindo ao animal ter uma boa qualidade de vida. Nestes casos, o animal deixa de ser transmissor e passa apenas a ser portador. No ser-humano, quando a doença é diagnosticada a tempo, pode ser tratada e curada.

Como se transmite | A Leshmaniose é essencialmente transmitida ao cão, podendo também ser transmitida ao Homem, mas não através do cão. Esta doença transmite-se pela picada de uma determinada espécie de mosquito. O mosquito ao picar um cão infectado absorve o parasita e, quando o mesmo mosquito picar outro cão, para se alimentar do seu sangue, vai deixar neste último o parasita, que se reproduzirá e provocará a doença. Assim, o mosquito é apenas um hospedeiro intermediário, não havendo risco de contágio cão infectado-cão sadio, ou de cão infectado-ser humano. O cão infectado só infecta mosquitos que o piquem para se alimentar do seu sangue; estes mosquitos por sua vez, é que poderão infectar outros cães. No caso do Homem, também só o mosquito o poderá infectar.

Mais vale prevenir | Uma vez que ainda não existe vacina para a Leshmaniose, há certos cuidados que se devem ter com o cão para evitar que este seja infectado. Como estes mosquitos são mais frequentes em zonas de charcos ou águas paradas, deve evitar-se andar nessas zonas com os animais, bem como evitar os passeios ao fim da tarde ou início da manhã.

Dirofilariose

O que é | A Dirofilariose (doença do verme do coração) é uma doença infecciosa, que ataca cães e gatos podendo incapacitar ou até matar os animais infectados. Esta doença é provocada pela picada de um mosquito infectado.

Sintomas

A Dirofilariose provoca lesões muito graves antes do aparecimento dos sintomas visíveis. Quando os sintomas aparecem, a doença está de tal forma avançada que as lesões nos órgãos internos podem ser irreversíveis.

  • Um cão com dirofilariose canina pode apresentar os seguintes sintomas:
  • Tósse crónica;
  • Cansaço perante esforços físicos;
  • Apatia;
  • Diarreia;
  • Vómitos;
  • Falta de apetite;
  • Colapso devido a falha cardíaca

Tratamento | Actualmente, a maioria dos cães infectados podem ser tratados, contudo, deve ter-se a noção de que o tratamento é caro e dispendioso, mas que pela vida do nosso amigo vale a pena! São necessárias duas injecções para matar os vermes adultos. Durante várias semanas após o tratamento, o cão tem que ser mantido em repouso absoluto. Mesmo um pequeno exercício pode provocar lesões graves a nível pulmonar pelos vermes mortos. Numa segunda fase tem que se medicar o animal para se eliminar as microfilárias imaturas do sangue. Por fim, deve implementar-se um programa de prevnção da doença.

Como se transmite | Os mosquitos são os responsáveis por transmitir a doença de um cão infectado para cães saudáveis. Dentro do animal infectado vão-se produzir pequenos vermes imaturos – microfilárias, que se vão libertar na corrente sanguínea. Quando um mosquito pica o cão, ingere estas microfilárias juntamente com o sangue. Nas duas ou três semanas a seguir, as microfilárias desenvolvem-se para se tornarem larvas infectantes e são transmitidas a outros cães quando o mosquito se volta a alimentar. Uma vez dentro do cão estas larvas desenvolvem-se e migram para o coração onde se tornam vermes adultos que voltam a produzir microfilárias. Estas por sua vez, vão depois para a corrente sanguínea do cão, onde poderão ser de novo ingeridas pelo mosquito se o cão voltar a ser picado. E assim se vai gerando o ciclo da Dirofilariose.

Mais vale prevenir | Se se desconfia que o cão poderá estar infectado com Dirofilariose, a primeira coisa a fazer é recorrer ao veterinário e pedir que faça uma análise ao sangue do animal. Para apostar num programa de prevenção, deve ter-se atenção para não andar com o animal em zonas onde predominem os mosquitos. As coleiras contra os parasitas são também um modo de evitar o problema. Não se deve ministrar nada no animal sem aconselhamento prévio do seu médico veterinário.

Benefícios da Castração / Esterilização do seu Cão

A população de cães e gatos cresce dia após dia. Porém, nem todos aqueles que nascem conseguem ter um dono ou um bom lar. São os chamados cães e gatos de rua. Sabe qual o destino destes pobres animais? O sacrifício. Não há lugar para abrigar tantos cães e gatos. Assim, a eliminação destes animais é escolhida como solução… Não seria mais humano e racional evitar o nascimento de tantos animais? Ninhadas são abandonadas no meio da rua e aqueles que sobrevivem geram mais e mais animais que terão um destino incerto. Muitos permitem que seus animais andem soltos e não têm controle sobre os acasalamentos. E a história repete-se: gestação indesejada, ninhada abandonada, mais cães na rua. Assim, para muitos casos a esterilização, principalmente das fêmeas, é a melhor solução.

Métodos de Esterilização

  • Ovariohisterectomia (retirar o útero e ovários)
  • Orquiectomia (retirar os 2 testículos)
  • Vasectomia (interrupção da passagem dos espermatozóides, o animal acasala mas não é fértil)

A castração também é indicada para a prevenção de doenças como tumores prostáticos, mamários e uterinos. Os animais castrados têm menor probabilidade de desenvolver um comportamento agressivo e, muitas vezes, a castração é indicada com essa finalidade: diminuir a agressividade em cães e gatos. Assim, vale a pena considerar este assunto. Cada caso deve ter a avaliação e orientação de um médico veterinário.

Mitos e Verdades sobre a Castração / Esterilização

A castração ainda é um assunto bastante polémico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, “cirurgia cruel”, “mutilação do animal”, etc.. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.

“A castração deixa o animal gordo” Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso será mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência de se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.

“A castração deixa o animal apático” Falso. O animal fica letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele vai-se cansar facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradualmente, diminuindo a actividade. Muitos associam erroneamente esse facto à castração.

“A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!” Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já está ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continua a ter vida normal.

“A castração evita o cancro na fêmea” Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm uma hipótese bastante reduzida de desenvolver cancro de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de cancro de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Retirar o útero anula a possibilidade de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do orgão.

“O macho castrado não tem interesse pela fêmea” Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea com cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

“A castração evita que os machos marquem o território em casa” Verdadeiro. Uma característica dos machos é marcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de uma ano de idade, ele não marcará o território na fase adulta.

“Deve-se castrar a fêmea após ela ter tido crias” Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica “frustrada” ou “triste” por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de cancro em glândulas mamárias, esta será 100% eficaz, segundo estudos, se efectuada antes do primeiro cio.

Porque devemos castrar os machos?

  • Evita fugas.
  • Evita o constrangimento de cães “agarrando” em pernas ou braços de visitas.
  • Evita a marcação do território (xixi fora do lugar).
  • Evita a agressividade motivada por excitação sexual constante.
  • Evita tumores testiculares.
  • Evita o aumento do número de animais de rua.
  • Evita a perpetuação de doenças genéticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças).

Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atracção sexual pelas fêmeas, através da castração. O animal “inteiro” excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos.

Porque devemos esterilizar as fêmeas?

  • Evita acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
  • Evita o cancro nas glândulas mamárias na fase adulta.
  • Evita piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
  • Evita as “gravidezes psicológicas” e suas consequências como infecção das tetas.
  • Evita cios.
  • Evita o aumento do número de animais de rua.
  • Evita a perpetuação de doenças genéticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças)

É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar-se cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente doenças como cancro de mama e piometra. A castração garante uma vida adulta bastante saudável para as fêmeas e tranquila para os donos.

A Terceira Idade do seu Cão

À  medida que o seu cão for envelhecendo, irão ocorrer nele mudanças a nível não só orgânico e celular como a nível comportamental. Tal como os cachorros, os cães idosos necessitam de cuidados e atenções diferentes de um cão dito adulto, cuidados esses, a nível da higiene e conforto proporcionados ao cão, cuidados de alimentação (por vezes é necessário dar rações especiais ao cão idoso, devido a problemas de saúde que possam ter desenvolvido), e redobrados cuidados de saúde ( idas mais frequentes ao veterinário, realização de exames, tratamentos…). Os cães não atingem todos a “terceira idade” com o mesmo número de anos de vida. Enquanto que para cães de raça pequena os sinais de envelhecimento tornam-se mais evidentes a partir dos 12 anos, para os de raça média por volta dos 10 e os de raça grande por volta dos 8, sendo estes os que têm uma menor esperança de vida. Nos últimos anos a esperança  de vida dos animais de estimação aumentou muito, devido a uma melhor alimentação, cuidados de saúde e higiene, o que no entanto permite que os cães desenvolvam mais doenças, típicas de cães mais idosos, devido à longevidade que atingem. Tornou-se assim necessário desenvolver um ramo na medicina veterinária que se dedique especificamente ao cão idoso, a Geriatria.

Alguns dos problemas/doenças mais frequentes que afectam o cão idoso são:

  • problemas comportamentais, tal como a hiperagressividade
  • doenças cardíacas
  • insuficiência  renal crónica
  • doenças digestivas
  • ósseas
  • dermatológicas
  • desenvolvimento de vários tipos de cancro

Além disso o sistema imunológico  do cão fica mais fraco, o que facilita a proliferação das doenças, o cão idoso deve portanto ser regularmente seguido pelo médico veterinário.

As Férias do seu Cão

Se tem um cão lembre-se que ele também faz parte da familia, como tal há que garantir o seu bem estar em qualquer altura do ano, inclusivamente quando se prepara para ir de férias. Existem várias hipóteses que poderá ter em conta.

Deixar o seu cão com um familiar ou amigo | Seguramente terá um amigo ou um familiar que gosta de animais e que não se importaria de ficar com o seu durante um período curto de tempo. Esta opção poderá ser muito boa e securizante para o seu animal no caso de conhecer a pessoa com quem vai ficar. No caso de não haver um relacionamento entre o seu animal de estimação e essa pessoa bastará que lhe deixe objectos que conheça ( comedouro, brinquedos e a sua cama ) para que se sinta mais em casa.

Deixar o seu cão num Hotel para animais | Esta é também uma hipótese a ter em conta. Embora possa ser um pouco mais dispendiosa, estas instituições cuidarão da alimentação, higiene e passeios do seu animal. Não se esqueça de fazer uma visita prévia ao hotel/canil onde pretende deixar o seu animal para confirmar se as condições o satisfazem. Faça isto antes de tomar uma decisão.

Leve o seu animal consigo | Esta será sem dúvida a hipótese que mais agradará ao seu animal, no entanto, se optar desta forma terá de ter em conta vários factores. O sítio para onde fôr terá de aceitar animais de estimação (infelizmente não são todos!). Garanta isto à partida. Investigue também qual o Veterinário mais próximo do sítio onde vai ficar e tenha o contacto à mão. Desta forma, se acontecer alguma coisa ao seu animal saberá onde se dirigir. A forma como vai viajar é também muito importante. Aqui lhe deixamos alguns conselhos importantes a seguir

Se viajar de carro

O seu animal pode enjoar. Antes de viajar peça ao seu veterinário comprimidos para o enjoo. Leve água para dar ao seu animal. É muito importante que o seu animal possa beber durante a viajem, principalmente se estiver muito calor. Faça paragens de 2 em 2 horas para que o seu animal possa fazer as suas necessidades. Atenção à abertura da porta do carro, deverá ser sempre aberta a porta do lado contrário à estrada. O seu animal deverá ser preso por uma trela pois poderá assustar-se com algum ruído e fugir. Atenção à segurança do seu animal. Tal como uma criança se o seu animal estiver solto poderá colocar em risco a segurança de todos os ocupantes do veículo. Se estivermos a falar de um animal de porte pequeno o ideal será levá-lo numa caixa transportadora. Caso se trate de um animal grande, já existem no mercado cintos próprios para cães que deverão ser ajustados segundo as necessidades. Jamais leve o seu animal com a cabeça de fora da janela pois poderá ter consequências muito graves.

Se viajar de avião

Poderá ter o seu animal junto de si e dentro de uma caixa transportadora se pesar menos de 5kg. Se for um animal grande terá de viajar no porão. A viagem no porão poderá ser muito stressante para o seu animal por isso faça-o acompanhar de objectos conhecidos. Atenção: Cadelas em fase de lactação ou com o cio não deverão viajar. Os cachorrinhos também não podem viajar se tiverem idade inferior a 9 meses. No caso que a sua viagem de avião seja para o estrangeiro contacte a embaixada do país destino para saber que precauções deverá tomar em relação ao seu animal nomeadamente no que diz respeito a certificados de saúde exigidos.

Se viajar de comboio

É uma excelente opção para viajar como seu animal pois estará completamente livre para lhe dar toda a assistência que possa vir a necessitar. Leve água e comida para o seu animal no caso de ser uma viagem longa. Como não controla as paragens do comboio esteja precavido com papel de jornal e saco de plástico na eventualidade do seu animal não aguentar as suas necessidades fisiológicas…..

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