Guia de Adopção de Gatos

Se está a pensar em adoptar um animal e se o gato é uma opção para si, parabéns! Vai passar a partilhar a sua vida com um amigo fantástico, e que, contrariamente ao que vulgarmente se considera, é uma animal muito afectuoso. Os gatos estabelecem relações muito fortes com os seus donos, manifestando o seu amor e dedicação de forma diferente daquela que se reconhece aos cães. No entanto, a menor exuberância na forma de expressão desses sentimentos, não significa que eles não existam ou sejam sentidos de forma menos intensa.

Partilhar o dia a dia com um animal de estimação, e neste caso com um gato, é uma experiência muito gratificante. Quem tem gatos não dispensa a sua companhia. É uma sensação de enorme prazer chegar a casa e ter um destes amiguinhos à espera, dando turrinhas e pedindo um pouco da nossa atenção.

Ao adoptar um gato, pode ter a certeza de que a sua vida vai ganhar uma vivacidade diferente. Ele vai diverti-lo com as suas brincadeiras, acalmá-lo enquanto lhe faz festas, e ser uma fonte interminável de alegrias.

Mas ter um gato representa também assumir um conjunto de responsabilidades que deve ter em conta antes de tomar a decisão de o adoptar: para que nunca venha a arrepender-se de ter tomado a decisão e para que ele não seja mais um animal abandonado à sua sorte. Lembre-se que um gato é um ser vivo, que sente. Ele vai dedicar-lhe amor e dedicação e sentirá com a sua frieza e afastamento.

Adoptar um Gato na União Zoófila

A União Zoófila alberga permanentemente quase cerca de duzentos gatos.
Infelizmente as solicitações são tantas, que a capacidade encontra-se quase sempre esgotada, o que torna impraticável responder a todos os pedidos. Frequentemente alguns dos nossos protegidos, nomeadamente quando se encontram a necessitar de cuidados permanentes, são temporariamente acolhidos em casa das voluntárias.

Entregues no gatil por abandono, por morte ou doença dos donos, são muitas vezes gatos que já tiveram um lar e que impiedosamente foram abandonados. Ao contrário do que acontece com os seres humanos, para quem as férias representam um momento de prazer, para muitos milhares de animais, todos os anos, esse momento marca o princípio do pesadelo. Na União Zoófila os gatinhos são sujeitos a um período de quarentena, onde ficam isolados durante algum tempo, sendo observados pelo veterinário e testados para o Fiv e Felv. Todos os gatos machos adultos são castrados antes de serem encaminhados para os gatis. Infelizmente por insuficiência de meios financeiros, as fêmeas não podem ser todas esterilizadas. Os gatis acolhem uma média de 20/25 gatos. Em regra, procura-se que os gatos sejam integrados em função do seu temperamento mais ou menos sociável. Como é natural, alguns gatos detestam os seus “companheiros” forçados, o que provoca algumas brigas, mas também o seu progressivo isolamento. Há gatos que se habituam e conseguem aceitar o seu destino no gatil, outros há que visivelmente se transforma em gatos profundamente infelizes. Para além dos diversos gatis onde estão acolhidos os gatos saudáveis, a UZ possui ainda dois gatis específicos,

O Cantinho dos Fiv | Os gatinhos com Fiv estão alojados num Gatil duplo, para que o contágio não seja possível. A sua adopção é mais difícil, mas alguns destes gatinhos conseguiram com o seu charme e simpatia, conquistar o direito à felicidade e a um colo amigo. Todos os gatinhos com Fiv possuem um padrinho/madrinha, que ajuda a suportar os custos com a manutenção do Gatil.

O Cantinho dos Felv | Também os gatinhos que são Felv positivo possuem um gatil só para si. É um espaço que a presença de voluntários tem vindo a tornar mais acolhedor. Este gatil possui também algumas madrinhas.

A que horas e em que dias posso ir aos gatis?

O Gatil está aberto ao público todos os dias da semana, entre as 14.00 e as 17.00. Se pretende adoptar um animal, será conveniente que apareça nas instalações antes das 16.30, para que possa com calma efectuar o processo de selecção e adopção.

As adopções de gatos são apenas realizadas aos Terças-feiras, Sextas-feiras e nos Domingos das 14h às 16h30m.

O que fazer para adoptar um gato da UZ?

Pode simplesmente deslocar-se ao Gatil, preferencialmente no horário de adopção, e aí contactar com as voluntárias que o ajudarão a encontrar o seu novo amigo. Terá que preencher um Termo de Responsabilidade.

Podemos contactar e ver os gatos?

Os gatos sentem o abandono. Muitas vezes começam a isolar-se, entrar em depressão e até deixar de comer. Os gatinhos da União Zoófila precisam do contacto com pessoas para que possam continuar a confiar nelas, apesar de tantos terem entrado no gatil após uma traumática experiência de abandono. São muitos os gatinhos que miam à passagem das pessoas, chamando a atenção e pedindo uma festa. Por isso, se e for ao Gatil, pode contactar com os gatos, fazer-lhes festas, interagir: eles vão agradecer por esses bons momentos.

Onde posso ver as fotos sobre os gatos da UZ para adopção?

Alguns dos gatinhos que se encontram a aguardar por um dono, podem ser consultados aqui. Só os gatos mais meigos são colocados em processo de adopção. No entanto, há muitos mais que pode ver dirigindo-se directamente aos Gatis. Nenhum gato deveria ter que passar pela necessidade de se ver acolhido numa associação. Menos ainda deveria ser obrigado a viver fechado num gatil, durante meses (e alguns durante anos), esperando por um dono, por uma oportunidade de voltar a ter um lar.

Os gatos estão saudáveis?

Apesar de não dispormos dos equipamentos complexos de diagnóstico que podem ajudar a sinalizar algumas situações mais complicadas, na UZ os animais possuem acompanhamento veterinário e são tratados quando alguma doença é sinalizada. Os gatos adultos têm testes Fiv e Felv.

O que fazer se o gato não se adaptar à minha casa?

Ao adoptar um gato na União Zoófila, assina um termo de responsabilidade. A UZ confia-lhe a vida de um dos animais que protegeu. Espera de si que cuide e trate do gato e que lhe faculte segurança e os cuidados que necessitar. Mas se alguma coisa correr mal, se não for possível a adaptação do animal aos novos donos, a UZ compromete-se a aceitá-lo novamente. NUNCA O ABANDONE!

Deverei adoptar um gato? Que tipo de gato?

Tenha em conta que:

  • Vai ter alguma despesa com a aquisição de algumas coisas que ele necessita (sanitário – wc, areão para o wc , comida, desparasitante, vacinas…);
  • O gato tem que ser vacinado e desparasitado;
  • Pode ficar doente e terá que ser tratado convenientemente;
  • Vai ter cio e precisará de ser esterilizado/castrado, para pôr fim a noites de grande desassossego e evitar doenças e ninhadas indesejadas;
  • Terá que ter cuidado com portas e janelas para que ele não fuja;
  • Terá que colocar a salvo alguns objectos mais preciosos, mesmo os das prateleiras mais altas, porque os gatos possuem uma grande mobilidade;
  • As cortinas e sofás podem vir a sofrer algum desgaste;
  • O seu amigo vai precisar que brinque com ele alguns minutos por dia;
  • Terá que encontrar alguém que tome conta dele durante as férias;
  • O gato vai viver muitos anos ao seu lado e NÃO É UMA PEÇA DE MOBÍLIA QUE POSSA DEITAR FORA.

Mas lembre-se também que são muitos e bons os motivos que tornam cada vez mais popular este animal de estimação:

  • Possuir um animal de estimação é uma fonte de bem estar para os seus donos (embora seja discutível se na verdade alguma vez somos “donos” de um gato);
  • Representa uma companhia mais ou menos discreta (conforme o temperamento do gato);
  • O gato não precisa de ser passeado todos os dias. Ele utiliza dentro de casa um sanitário próprio. Adapta-se muito bem aos ritmos de vida mais preenchidos dos seus donos;
  • É um animal independente, que convive bem com a solidão e que passa uma parte muito significativa do seu dia a dormir (cerca de 16 horas por dia);
  • É um animal geralmente saudável;
  • A despesa com a alimentação, que existe, não é significativa.

Cada vez mais pessoas se rendem aos encantos destes felinos, tornando-se seus companheiros inseparáveis. Pondere os prós e contras e junte-se a nós. ADOPTE RESPONSAVELMENTE. Muitos dos gatos e cães que todos os dias encontram a morte, já foram um dia o eleito de alguém que se fartou deles. Não se esqueça também, que um animal não pode ser imposto a ninguém: se não mora só, é importante que todos os elementos da casa estejam disponíveis para conviver com o gato.

Acho que conheço alguém que deve gostar de ter um gato. Devo oferecer-lho?

Apenas se o conhecimento que tem dessa pessoa for de tal forma que possa estar absolutamente certa que ela quer ter um gato.
Não é por acaso que no mês de Janeiro vemos crescer o número de animais abandonados. Muitos foram uma prenda de Natal, que afinal não era desejada.
Se não tem a certeza absoluta que a pessoa a quem pretende dar o gato o quer, e mais ainda, que esse futuro dono sabe bem quais as implicações, despesas e responsabilidades que estão associadas, nunca ofereça um gato.  Corre o risco de que ele possa ser negligenciado e inclusive abandonado.

Não gosto de gatos, mas os meus filhos insistem em querer um. Deve adopta-lo?

As crianças adoram animais. Pode ser o caso dos seus filhos. Mas não adopte um gato apenas para lhes satisfazer essa vontade. A decisão deve depender também da sua vontade. Se lhes der um brinquedo que eles não apreciem muito, basta que o coloquem de lado. Mas o gato é um ser vivo, que não pode ser deitado fora. Se não estiver preparada para todas as responsabilidades que ter um gato representa, não ceda às pressões dos seus filhos.

A escolha do seu novo amigo

Se tem a certeza do que significa a adopção de um gato e pretende ter a companhia de um destes queridos amigos, então veja na nossa base de dados se algum dos candidatos a adopção pode tornar-se dono de um bocadinho do seu coração. Lembre-se que no gatil há muitos mais gatinhos encantadores que o esperam. Com um mundo de esperança nos olhos.

A integração do gato na nova casa

A integração do gato na nova casa é uma fase determinante, já que este pode ser um processo difícil para o animal. Os gatos são animais medrosos, e ele vai entrar num mundo em que tudo é desconhecido. Todos os cheiros são diferentes, as pessoas, as coisas que o rodeiam são novas para ele, provocando-lhe insegurança. Claro que há alguns gatinhos que chegam e se comportam como se toda a vida ali tivesse vivido, mas é natural que tal não aconteça. A sua ajuda é muito importante para que o gato rapidamente possa sentir-se “em casa”. Se vai mudar de casa, também essa mudança deve ser preparada de forma a que o gato sofra o menos possível com a alteração ao seu mundo. No entanto neste caso, porque ele já se sente um membro da família, o processo será mais simples. Portanto, colocam-se muitas questões, para as quais é importante que o novo dono tenha algumas pistas para a melhor actuação. Eis algumas respostas para as dúvidas que frequentemente se colocam,

Qual o material indispensável?

  • WC (se ele chegar inesperadamente, improvise com uma tampa de cartão e tiras de papel de jornal), até conseguir adquirir o WC próprio;
  • Tigela com água e tigela com comida (afaste-as do WC, por causa do cheiro);
  • Caminha (cesto com uma manta ou almofada), num local confortável e de preferência num sítio com luz;
  • Bolinhas para brincar, especialmente no caso de se tratar de um gatinho bebé ou jovem.Claro que gatos adultos também brincam, mas para os mais jovens, esse pode ser um excelente meio de aproximação. Os gatinhos não conseguem resistir a uma boa brincadeira.

Adoptei um gatinho bebé. Ele vai saber utilizar o WC?

Os gatinhos bebés começam a utilizar o wc com areão com poucas semanas de vida. Antes das 4 semanas já é habitual que o façam sem qualquer problema. Como os gatinhos devem ser adoptados, desejavelmente, aos dois meses, não deve correr grande risco de que ele falhe.

Quais os cuidados de segurança?

É muito importante garantir que todos os acessos ao exterior, tais como janelas, portas da rua ou portas de terraço, estão bem fechados. É natural que o gato tenha tendência a esconder-se no primeiro buraquinho que encontrar, portanto para facilitar a aproximação, deve fechar alguma zona que tenha muitos esconderijos, e deve fechar os armários e as gavetas. Deve também arrumar todos os sacos com asas, de plástico ou mesmo de papel, que tenha na casa, porque se o animal ficar preso numa das asas do saco, pode sufocar e mesmo morrer. Caso o gato seja ainda bebé, deve fechar todos os buracos que existam na casa, por exemplo um tubo de respiração que não está devidamente fechado e até o pequeno buraco que alguns bidés possuem na parte traseira.

Quando o gato se esconde, o que devo fazer?

Perante um espaço completamente novo, é natural que o animal fique assustado e tenha a tendência de se esconder num canto, normalmente pequeno e escuro. Nesta situação não deve forçar a saída e deve apenas aguardar que a confiança do gato aumente e desta forma surja a coragem para que o animal enfrente o mundo exterior. Em situações mais constrangedoras para o animal, deve aproximar comida e certificar-se que o gato come. Se o gato não comer durante dois dias,  deve procurar a ajuda imediata de um veterinário, porque pode indiciar que se encontra doente. Note porém que não é de esperar que o gato permaneça tanto tempo escondido. Não o pressione, mas vá falando, fique na divisão em que ele se encontra, ajude-o a perder o medo.

Quais os cuidados a ter nas situações em que existem já outros animais em casa?

Se na casa existem outros animais, em especial cães ou gatos, deverá ter alguns cuidados nos primeiros dias, pois é normal que existam reacções agressivas. A forma mais fácil de minimizar os eventuais problemas é através de uma aproximação gradual. Para isso, e caso verifique que os animais entram em brigas, deve manter o animal que acaba de chagar numa assoalhada com roupas que tenham o cheiro dos outros, por exemplo uma manta, e fazer o contrário com os habitantes mais antigos. Após existir familiarização com os cheiros será mais fácil a aproximação física. É quase certo que os primeiros dias vão ser de animosidade entre os habitantes da casa e o novo animal. Por isso convém que esteja sempre presente nos primeiros contactos. Nos primeiros dias, quando se ausentar, mantenha o novo animal isolado dos outros, para que não corra o risco de ser atacado. Segundo a experiência, os primeiros dias são complicados, mas após essa fase é natural que todos os habitantes estejam em harmonia.

Passado alguns dias, os animais em casa ainda não se dão bem. Significa que será impossível aproximá-los?

A aproximação dos animais pode demorar algum tempo, não é possível indicar o tempo normal, pois varia muito de situação para situação, mas na maior parte dos casos bastam entre 3 a 5 dias para que os animais comecem a aproximar-se e gradualmente a estabelecerem contacto e claro a iniciarem grandes brincadeiras. Deverá dar o tempo que eles estabelecem e não devem forçar a aproximação.

Após a integração do animal, se existir uma mudança de casa devemos ter algumas preocupações?

A mudança de casa, mesmo após muitos anos de convivência, é um processo difícil para os gatos, pois perdem as referências, por exemplo, dos cheiros familiares, e consequentemente a segurança. Portanto, deve fazer a integração de forma calma e acompanhar o seu animal mas primeiras horas para lhe transmitir segurança. Se tiver mais do que um animal, deve fazer a mudança de todos ao mesmo tempo pois assim evita conflitos de territorialidade que ocorrem na mudança faseada.

Como tornar mais fácil a integração do gato?

O facto do gatinho se esconder, fugir, ou até mesmo rosnar, são apenas atitudes de defesa perante um mundo completamente novo. A forma de diminuir o tempo desta fase de angústia para todos, é através da transmissão de segurança, isto é, através de uma aproximação gradual sem sobressaltos e fundamentalmente através de umas boas doses de miminhos. Com o tempo o gato irá ganhando confiança e irá demonstrar a sua satisfação ao substituir o rosnar por ronrons.

As Crianças e os Gatos

Quase todas as crianças sonham em ter um animal de estimação. Muitos pais negam a realização desse sonho, com medo que de que o gato (ou cão) possa aleijar a criança. Não é normal que isso aconteça, porque o gato reconhece os donos e não é um animal agressivo. Apenas ataca quando não tem qualquer hipótese de fuga e em situações perfeitamente limites. Gatos e crianças precisam de aprender a conhecer-se e a relacionar-se. Uma criança nem sempre sabe como brincar ou cuidar do gato, não tendo conhecimento imediato do que o gato pode ou não gostar e do que lhe podem ou não fazer. É preciso que as crianças aprendam a conhecer e compreender o seu novo amigo, porque dessa forma vão conseguir criar uma relação especial, que recordarão para sempre como algo de maravilhoso. O papel dos adultos vai ser fundamental, para que nem um nem outro fiquem maltratados ou traumatizados.

Tenho um bebé ainda pequeno. Devo impedir que o gato se aproxime?

Desde pequenos que os bebés podem contactar com gatos, quando estes são, como é evidente, animais meigos. Não deve deixar o bebé e o gato sozinhos, para evitar alguma arranhadela no meio de uma brincadeira. Mas na sua presença, não há razão para impedir que os dois possam conviver e iniciar logo desde bem cedo, uma profunda amizade.

O meu filho quer um gato, mas eu tenho medo que o gato o magoe.

O gato não vai voluntariamente provocar nenhum mal à criança, mas é preciso que algumas regras sejam evitadas. Naturalmente que se for agredido, agarrado violentamente, apertado, o gato vai tentar defender-se e aí poderá arranhar ou morder. É preciso que a criança aprenda a respeitar o seu novo amigo e a tratá-lo como um ser vivo. Nos primeiros tempos, são os adultos que têm que explicar que o gato tem dor, que não gosta de ser apertado, que não quer estar ao colo sempre que a criança acha que deve estar, que o gato pode ser um excelente companheiro para brincadeiras, mas que essas brincadeiras são diferentes daquelas que as crianças têm entre si. Lembre-se que mesmo a brincar, o gato pode sem querer provocar pequenos arranhões (tal como aos adultos) e que estes devem ser sempre bem desinfectados. Nada acontecerá se assim proceder.

Como posso evitar que a criança magoe o gato?

A verdade é que as probabilidades de ser o gato a sair magoado na sua relação com a criança são bem maiores do que o inverso. Sobretudo gatos pequeninos, são vítimas de agressões (algumas com consequências fatais), mesmo que involuntárias. Explique à criança que o gato não é um brinquedo. Ao contrário dos bonecos que ele está habituado a deixar cair, apertar, e destruir, o gato sente dor. Por isso, todos esses comportamentos são proibidos. Um gato deve receber festinhas, ser alimentado, e partilhar algumas brincadeiras. Não pode ser fechado em espaços diminutos, agarrado e mandado pela janela fora, mandado ao ar como se fosse uma bola, enfiado dentre de um saco ou dentro da máquina de lavar, entre outros exemplos. Lembre-se que as crianças possuem uma imaginação sem limites.

O gato pode estar ao colo do meu filho?

Quer um gato adulto quer um gato bebé podem estar ao colo de adultos ou crianças, sem qualquer risco, desde que não estejam a ser forçados a isso. Se o gato não quiser, vai fazer os possíveis por sair e portanto, o ideal é não insistir. Lembre-se que os gatos não são “domesticáveis” como os cães e não obedecem da mesma forma. Eles virão para o colo, quando de facto é isso que lhes apetece fazer.

Será que a criança vai ter alergia ao gato e ficar doente?

Um dos argumentos que escutamos com muita frequência para justificar não ter um gato em casa, é a questão das alergias das crianças. Estudos recentes têm vindo a desmentir essa relação. Pode acontecer que ele seja alérgico, mas na grande maioria dos casos não é verdade. E alguns investigadores vão até mais longe, defendendo que o contacto com animais desde cedo ajuda a que o próprio organismo se torne mais resistente.

É verdade que a relação com o gato vai ajudar a que a criança se torne mais responsável?

Sem dúvida que sim. Não apenas é importante do ponto de vista afectivo, porque o ajuda a lidar com os sentimentos (inclusive o de perda), como progressivamente será de esperar que a criança aprenda o respeito pela vida, se sinta parcialmente responsável pelo bem-estar do seu amigo, sabendo que ele depende de si para sobreviver. É por isso importante que a incentive a dar-lhe comida, a mudar a água, e até a limpar o WC. No caso de crianças com tendência para o isolamento, pode ajudar ao estabelecimento de uma relação de maior proximidade, não apenas com o gato, como com as restantes pessoas.

Vacinar e Desparasitar o seu Gato

O segredo das boas condições de saúde do seu gato pode residir nestes dois factores, pelo que se recomenda vivamente que se preocupe em manter em dia o boletim de vacinas e as desparasitações.

Porque é tão importante desparasitar o gato?

Os parasitas internos podem causar sérios problemas de saúde (mais graves nos gatinhos bebés) e inclusive podem provar a morte.

Como posso fazê-lo e com que regularidade?

Quando adoptar um gato, pergunte sempre quando é que foi desparasitado e com o quê. Assim poderá dar sequência ao processo, ou, no caso dele não ter sido ainda desparasitado, iniciar esse procedimento. Os bebés podem ser desparasitados muito cedo (3/4 semanas), mas em doses e com produtos apropriados. Pergunte ao veterinário como proceder. O desparasitante existe em pasta e em comprimidos, e em diferentes marcas no mercado. Como os parasitas se vão tornando mais resistentes, é natural que ao longo da vida do gato vá mudando de produto, porque estão sempre a surgir produtos mais eficazes. Nos gatos bebés, a segunda dose pode ser tomada passado um mês (ou até antes, se o veterinário considerar necessário) e nos gatos adultos recomenda-se que seja feito 2 ou 3 vezes por ano. Tome em atenção que a utilização de desparasitantes que não sejam próprios para gatos ou em doses erradas, pode provocar danos de saúde irrecuperáveis. Siga o conselho de um veterinário.

O que são parasitas externos? Como eliminá-los?

Pulgas e carraças, por exemplo, são parasitas externos. Um gato de casa não apanha tão facilmente este tipo de parasitas, mas não está imune. Nós próprios levamos com facilidade este tipo de parasitas para dentro de casa. Existem vários produtos no mercado, que utilização periódica ou regular, que pode utilizar. Nos gatinhos bebés, que apanham pulgas com muita facilidade, geralmente o processo utilizado é embeber um algodão num pouco do produto e passar pelo corpo do gatinho. Mas convém que esta operação seja efectuada pelo seu médico, quando levar o gatinho à consulta.

Porque é tão importante manter os gatos vacinados?

As doenças mais frequentes e mais graves podem ser impedidas pela vacinação. Os gatos podem ser vacinados contra a Panleucopénia e viroses respiratórias (grande causa de  morte), e contra o Felv. Há veterinários que utilizam 2 vacinas, outros que optam pela vacina completa, sendo que em qualquer dos casos o tipo de protecção é o mesmo. E o que é realmente importante é que o gato seja vacinado e que ao longo da vida tenha o cuidado de manter o boletim de vacinas em dia. Se o gato tiver acesso à rua, então a importância da vacinação aumenta ainda mais. Ele vai estar exposto a perigos acrescidos. E acredite que tratar um gato, sobretudo dar-lhe medicação oral, pode revelar-se tarefa bem difícil. Nada melhor do que apostar na prevenção.

Tenho um gatinho bebé. Quando devo vaciná-lo?

As primeiras vacinas devem ser tomadas aos 2 meses, estando os gatinhos saudáveis. Não deve vacinar um gato doente, porque não terá efeito. O reforço é feito passado 1 mês e depois a vacina será anual.

Identificação do seu Gato

Muitos dos gatinhos que frequentemente vemos desorientados e angustiados no meio das ruas, já tiveram um lar e se muitos foram abandonados, outros há que se perderam, ou porque caíram de uma janela, ou porque resolveram dar uma voltinha, e depois se desorientaram e não conseguiram encontrar o caminho de volta à segurança do lar. A perda de um animal de estimação é uma experiência dolorosa e para além dos vários cuidados a ter para impedir a fuga/escapadela, é importante que o gato possua algo que permita a quem o encontrar estabelecer o contacto com o dono. TENHA SEMPRE O SEU GATO IDENTIFICADO!

Como posso identificar o meu gato?

Basicamente, a identificação do gato pode ser feita:

  • colocando uma pequena chapa com um número de contacto telefónico gravado;
  • com a colocação de um microchip, que fica por baixo da pele do gato, geralmente junto ao pescoço, no lado esquerdo.

Desejavelmente, todos os gatinhos deveriam ter estes dois meios de identificação em simultâneo, porque são complementares.

A colocação do microchip é dolorosa?

O chip é colocado com uma agulha, num processo semelhante à vacinação. O gato sentirá a picada, mas nada mais. Em poucos segundos este processo está concluído e a dor que possa ter resultado da picada da agulha não permanece.

É muito caro colocar o microship?

Os preços são sensivelmente equivalentes a uma vacina. Mas este é um investimento que pode salvar a vida do seu gato.

O meu gato tem a chapa com o telefone. Devo também colocar o microchip?

Sem dúvida que a resposta é sim. Diversas circunstâncias podem fazer com que o gato perca a chapa e assim, não será possível a quem o encontrar saber como contactar com o dono. O microchip não se perde. Se o gato for recolhido por um serviço camarário, a leitura dos dados do dono vai impedir que possa ser abatido. Quando alguns protectores de animais recolhem animais de rua, procuram junto dos veterinários verificar se ele tem o microchip colocado. Por outro lado, embora a legislação actual ainda não obrigue à identificação com o microchip, ela prevê que em 2007 seja obrigatório que todos os animais domésticos tenham colocado este meio de identificação. Mais do que a identificação por obrigação, ela deve resultar de um acto de amor. Não espere pela lei e faça-o de imediato.

A Higiene do seu Gato

Os gatos passam parte do dia a lamber-se de forma metódica e meticulosa, garantido todos os cuidados de higiene fundamentais a uma vida saudável. Portanto, o dono deve fundamentalmente preocupar-se com a higiene dos olhos e dos ouvidos para evitar mal-estar ou mesmo a criação de otites. Por outro lado, manter o WC limpo é um princípio de higiene que deve observar sempre, pois garante o bem-estar de todos e os gatos agradecem muito.

Devo dar banho com água ao gato ? com que periodicidade?

Os gatos são muito higiénicos e dedicam sempre algum tempo por dia a esta actividade, por isso, não é necessário dar banho ao seu animal. Realmente é verdade que os gatos não gostam de água e quando são obrigados a tomar banho é um processo tortuoso para ao animal, devendo ser evitado. Poderá pensar o contrário na primeira vez que possa vir a tentar dar banho ao gato, isto porque, o animal fica de tal forma surpreendido e assustado que nem reage. Mas verá na segunda tentativa que terá muita dificuldade em convence-lo de que o banho é uma coisa boa. Apesar de quase todos os gatos gostarem (ou adorarem) brincar com a água, no que toca a tomar banho a situação  é  bem diferente. E porque diariamente eles se esforçam por se manter limpos, na realidade ele é dispensável.

O gato começou a coçar-se muito. Significa falta de higiene?

Se o gatinho começou a coçar-se deve existir algum motivo estranho e normalmente externo, por exemplo um problema de pele ou então a existência de parasitas externos (pulgas). Caso não observe nenhuma alteração ao pelo nem nenhuma ferida na pele, talvez seja mesmo só uma pulguita. Neste caso deve adquirir um deparasitante próprio e aplicá-lo seguindo rigorosamente as instruções do medicamento, tais como a quantidade adequado ao peso. No caso dos gatinhos bebés deve ter muito cuidado pois nem sempre é possível administrar desparasitante, e nunca deve aplicar nenhum produto sem primeiro consultar um veterinário. Uma aplicação indevida pode ser fatal para o gatinho. Se pelo contrário, notar falha de pelo ou uma ferida, mesmo que muito pequena, deve ir ao veterinário porque muito provavelmente é um problema de pele que deve ser tratado rapidamente para não se alastrar. Quanto mais cedo o problema for atacado, mais facilmente se poderá curar.

O meu gato está a ficar com o pelo baço. Devo dar-lhe banho para que o pelo fique lustroso?

Quando o pelo do gato fica com um ar menos lustroso e bonito, normalmente é sinal de doença ou também de uma alimentação desajustada. Como excepção, temos os gatinhos já idosos, onde o pelo já não é tão brilhante e os próprios animais deixam de dar tanta importância aos cuidados de higiene, pelo que este de forma gradual vai ficando menos bonito. Mas mesmo nos animais mais velhos, sempre que notar uma mudança brusca do aspecto do pelo do seu gatinho, é conveniente que consulte o veterinário, para que possa verificar se existe alguma causa mais grave que possa estar na origem dessa mudança.

Devo escovar o gato?

Desde bebé procure habituar o gato a sessões de boas escovadelas, para que ele aprenda a gostar delas. São essenciais, sobretudo em gatos de pelo curto e médio, para retirar o pelo em excesso (menos pelo espalhado pela casa e também menos pelo engolido pelo gato, nas suas sessões de limpeza).

Como posso limpar uma parte específica, por exemplo uma pata, que tem sujidade entranhada?

Se o seu gatinho andou a fazer o que não devia e tem alguma sujidade mais difícil de sair, pode ajudá-lo com a utilização de toalhas de limpeza que se usam para os bebes, ou tentar passar um paninho com água morna nesse local.

O meu gato cria alguma sujidade nos ouvidos. Devo limpar? Como é que se deve fazer esta operação?

Alguns gatos têm tendência a acumular sujidade nos ouvidos. Para que não se torne um problema ao ponto de dar origem ao aparecimento de otites, deve limpar com cuidado os ouvidos, utilizando para o efeito algodão embebido em soro fisiológico que pode adquirir num supermercado ou numa farmácia. Em função de cada gato, este processo pode ser praticado com mais ou menos frequência, ou até ser completamente desnecessário. Caso note junto aos olhos a acumulação de algumas remelas, também pode ajudá-lo com a utilização de algodão seco. Mas se for muito frequente a criação de remelas, deve ver com o veterinário a origem,  para eliminar eventuais problemas.

A Alimentação do seu Gato

“Proteínas, lípidos, glúcidos, vitaminas, minerais e oligoelementos”

Cada nutriente da alimentação desempenha um papel específico. Tanto os excessos como as carências são prejudiciais para a saúde do gato. Como tal, é importante conhecer qualitativa e quantitativamente as necessidades deste pequeno felino, bastante diferentes das do Homem e do cão. Contrariamente a certas ideias, infelizmente bastante enraizadas, o gato não possui uma necessidade biológica de “variedade” alimentar. Estes animais têm um paladar até certo ponto “pobre”, procedendo à selecção dos alimentos essencialmente graças ao seu olfacto muito desenvolvido. Assim, determinados alimentos cujo rótulo destaca “com borrego” ou com “frango” podem satisfazer o dono mas muitas vezes não cobrem as verdadeiras necessidades nutricionais do gato.

Os nutricionistas estudam as necessidades específicas nas várias etapas da vida do animal (lactação, gestação, crescimento, manutenção, envelhecimento, esterilização…) e procuram seleccionar uma alimentação que cubra todas as necessidades em termos de nutrientes, digestibilidade, performance nutricional e prevenção de determinadas patologias.

Os Diferentes Tipos de Alimentação

Preparações caseiras | Trata-se de uma refeição preparada por si com base em ingredientes tais como, arroz, carne e legumes. Se o tempo de preparação é frequentemente recompensado pelo reforço da ligação afectiva, tem como inconvenientes o custo elevado e, principalmente, a dificuldade em conseguir uma dieta equilibrada que contenha as proporções correctas de proteínas, lípidos, cálcio, fósforo, fibras, vitaminas e oligoelementos.

Alimentos industriais | A principal vantagem destes alimentos é o facto de fornecerem ao seu gatinho todos os elementos indispensáveis a um desenvolvimento harmonioso e a um crescimento regular. São elaborados cuidadosamente, utilizam os mesmos ingredientes e obedecem às mesmas regras sanitárias que a alimentação humana. O seu custo é bastante inferior ao das preparações caseiras e não exigem qualquer tipo de preparação. Podem ser húmidos ou secos.

Alimentos húmidos (latas ou saquetas) | Contêm em média 80% de humidade. Uma vez abertas as latas, o tempo de conservação destes alimentos é bastante reduzido e representam um custo anual superior ao dobro da alimentação seca.

Alimentos secos (croquetes) | Os alimentos secos contêm um teor em água inferior a 14% (geralmente 8 a 10%). São alimentos completos e equilibrados que fornecem todos os nutrientes indispensáveis ao seu animal: proteínas, lípidos, hidratos de carbono, minerais e vitaminas. A qualidade das matérias-primas e o rigor do processo de fabrico permitem a comercialização de alimentos de grande digestibilidade e elevada precisão nutricional.

As Diferentes Fases da Vida do Gato

Gata em gestação e em lactação

Na gata, a gestação tem uma duração média de 66 dias e a ninhada é geralmente constituída por 3 a 5 crias. O consumo alimentar aumenta naturalmente durante a gestação. Desde o início, dever-se-á fornecer um alimento rico em gorduras. Este, não deve ser ácido para não prejudicar o desenvolvimento do esqueleto dos fetos. Durante as primeiras 8 semanas recomenda-se um aumento de 10% semanal da dose do alimento. No entanto, a gata não deverá engordar demasiado, circunstância que poderá dificultar o parto. A lactação é também um período crucial em termos de necessidades energéticas: durante esta fase a gata vai produzir 1,5 a 2 vezes o seu próprio peso em leite, que nesta espécie animal é particularmente rico em gorduras e proteínas. Os alimentos secos formulados para o crescimento dos gatinhos são uma excelente escolha para a gata em gestação e em lactação.

Do nascimento ao desmame

Quando nasce, o gatinho possui um tubo digestivo adaptado à digestão do leite. O fornecimento de um leite de substituição ao gatinho recém-nascido é particularmente recomendado se os animais forem órfãos, em caso de ninhadas numerosas ou quando o leite materno é insuficiente. Como os gatinhos muito jovens têm dificuldade em digerir o excesso de lactose (açucar do leite) , é necessário fornecer-lhes um leite com um teor reduzido em lactose e que, idealmente, seja o mais parecido com o leite da gata.

Do Desmame aos 4 meses

A partir das 4-5 semanas de vida, o gatinho pode começar a comer uma alimentação sólida. A esta fase de transição da alimentação láctea para a alimentação sólida dá-se o nome de desmame. Inicialmente, o alimento seco deverá ser apresentado sob a forma rehidratada com água tépida ou com leite de substituição para gatinhos. Posteriormente, a rehidratação deve ser gradualmente reduzida até fornecer ao animal apenas os alimentos secos.

Dos 4 aos 12 meses

Com o aparecimento dos dentes definitivos, as proporções dos diferentes nutrientes essenciais ao crescimento do gatinho mantêm-se idênticos até ao animal completar um ano de idade. Apenas as quantidades diárias do alimento de crescimento vão diferir e aumentar até à fase adulta. Durante este período, o gatinho sofre uma evolução das suas capacidades digestivas, adquirindo progressivamente a capacidade para digerir o amido.

Gatos adultos

À medida que vai evoluindo para a idade adulta, o gatinho vai adquirindo as características morfológicas e fisiológicas próprias da sua raça e do seu modo de vida. A alimentação deverá ter em consideração estas particularidades.

Gato em plena forma física | A alimentação do gato adulto em plena forma física deve ter uma densidade energética adaptada à manutenção do peso. Deve igualmente prevenir a ocorrência dos cálculos urinários mais frequentes nesta idade através do controlo da acidez da urina e favorecer a eliminação das bolas de pêlo que estão frequentemente na origem de vómitos e problemas digestivos.

Beleza do corpo e da pelagem | Uma pelagem brilhante e um peso ideal…Estas são as qualidades a preservar diariamente e ao longo dos anos. Existem hoje soluções nutricionais específicas que intensificam a pigmentação natural da pelagem (graças a um complexo exclusivo de nutrientes que estimula a produção de pigmentos responsáveis pela cor do pêlo), realça a elegância da silhueta (através de uma formulação rica em proteínas e um teor moderado em gorduras para evitar o excesso de peso) e  preserva a juventude (através de um complexo de antioxidantes com acção sinérgica).

Gato com tendência para a obesidade | A esterilização e a falta de exercício podem conduzir a um aumento de peso no gato adulto. Um em cada três gatos evidencia excesso de peso e a sobrecarga ponderal pode revelar-se prejudicial para o bem-estar do seu animal. Para prevenir o risco de obesidade é aconselhável escolher uma alimentação adequada, com um teor reduzido em matérias gordas e uma quantidade elevada de proteínas a fim de permitir a redução do peso do animal sem que perca massa muscular.

Gatos muito exigentes | Alguns gatos possuem um apetite caprichoso, extremamente difícil de satisfazer, o que origina padrões de alimentação muito irregulares, prejudiciais à saúde digestiva do animal e à própria beleza da pelagem. As mais recentes investigações científicas sobre o comportamento alimentar revelam que os gatos são muito sensíveis à textura do alimento mas têm uma fraca percepção dos sabores e que o passado alimentar do gato influencia na sua escolha alimentar. Para proporcionar ao gato uma resposta à altura das suas exigências nutricionais, a alimentação deve ter em consideração todos os critérios de escolha alimentar.

Higiene oral e sensibilidade digestiva | As afecções bucodentárias, muito habituais nos gatos, constituem a causa mais frequente de mau hálito. Um em cada cinco gatos sofre frequentemente de vómito. As principais causas incluem a excessiva velocidade de ingestão e a aglomeração de pêlos no tubo digestivo, consequência da higiene diária dos gatos. Existem soluções nutricionais especializadas que promovem a saúde oral e limitam os riscos de vómito no gato.

Sensibilidade da pele e do pêlo | A qualidade da pelagem constitui o primeiro sinal de saúde do gato. Qualquer situação de stress emocional ou alimentar pode perturbar a saúde da pele e a beleza da pelagem. Na maior parte dos casos, o pêlo torna-se baço e sem volume. É fundamental administrar ao animal um alimento rico em ácidos gordos específicos, os quais restituem o brilho da pelagem, devolvendo toda a beleza ao pêlo e a elasticidade à pele.

Sensibilidade digestiva | Alguns gatos evidenciam uma intolerância a certos ingredientes alimentares (por exemplo, o amido). Esta sensibilidade digestiva vai originar perturbações intestinais que se manifestam em fezes moles ou diarreias. Alguns alimentos procuram dar resposta a essa intolerância digestiva através de uma formulação específica que elimina, tanto quanto possível, qualquer risco digestivo.

Gato de interior | Alguns gatos não podem ou não sentem qualquer necessidade de sair do apartamento do dono. Em virtude de fazerem pouco exercício, estes felinos devem ter uma alimentação menos energética. Pelo facto do cheiro das fezes e da urina se concentrar num local geralmente fechado, Royal Canin concebeu um alimento que reduz estes odores desagradáveis.

Gato de exterior | Os gatos adultos com possibilidade de se exercitar no exterior devem ter uma alimentação mais rica em proteínas e em energia. Determinados alimentos foram especialmente formulados para dar resposta a essas necessidades elevadas. Permitem conservar a boa forma física e estimulam a imunidade do pequeno felino, bastante mais exposto às agressões do ambiente exterior (lutas, arranhões, frio…).

Gato adulto dos 10 aos 15 anos

As necessidades dos gatos após os 10 anos vão-se modificando. A alimentação deve ter em consideração a sua maior sensibilidade aos cálculos de oxalato de cálcio e uma maior predisposição para problemas renais do que um gato jovem. Este facto justifica a razão pela qual tanto o teor em fósforo alimentar como o controlo do pH da urina (alcalinização) devem ser adaptados. Nesta fase, é importante também que o alimento tenha na sua composição antioxidantes para lutar contra o envelhecimento celular, contribuindo para o aumento da esperança de vida do gato.

Gato adulto com mais de 15 anos

Em média, os gatos vivem sensivelmente 15 anos. Contudo, alguns podem atingir ou mesmo ultrapassar os 20 anos de idade. Uma alimentação adaptada é indispensável para compensar a redução da capacidade digestiva, olfactiva e do paladar e uma maior dificuldade de mastigação dos alimentos. Os gatos com idade superior a 15 anos são, actualmente, cada vez mais numerosos graças a um melhor acompanhamento médico e à evolução nutricional. A alimentação após os 15 anos deve ter em consideração o estado da dentição do animal, para que a refeição continue a ser um momento de prazer, e a perda gradual das suas defesas naturais, justificando assim o reforço do seu sistema imunitário. Apesar da actividade do gato diminuir à medida que ele envelhece, é importante preservar o funcionamento articular para facilitar a sua mobilidade.

Conheça o Comportamento do seu Gato

Os comportamentos dos gatos variam muito e estão associados ao temperamento de cada um. Existem no entanto determinados comportamentos/atitudes  que são comuns e que tem explicações, mais ou menos fundamentadas. Não esgotando o assunto, diremos que as maiores dúvidas se encontram respostas nestas questões, a que procuramos responder com clareza.

O que representa o ronronar do gato?

O ronronar de um gato é a sua manifestação máxima de satisfação. A forma de ronronar varia de gato para gato, existem animais que fazem barulho e outros que só conseguimos sentir pela respiração, mas esta diferenças são apenas físicas e não correspondem a níveis diferenciados de satisfação. Quando o seu gatinho ronronar, delicie-se e continue a fazer-lhe festinhas, ele agradece e sabemos que você também. Há excepções e pode também acontecer que o gato ronrone em momentos de dor.

O que significam as turrinhas e o roçar nas pernas?

Os gatos quando passam deliberadamente com o corpo pelas pernas do dono estão a libertas odores, só perceptíveis pelos outros gatos, que indicam que você lhe pertence. Evidentemente que representa que gosta tanto de si que anuncia a sua pertença a todos os outros gatos que possam existir nas redondezas, mesmo que não existam outros gatos na casa. As turrinhas são uma forma meiga do gatinho chamar a atenção e normalmente significam que nos estão a pedir atenção e uma boa dose de mimos.

O meu gato vem para o meu colo e começa a amassar-me com as patinhas. Devo permitir?

Os gatinhos têm muitas formas de manifestar bem-estar e satisfação, quando se põe com as patinhas a amassar a nosso corpo é uma delas. Nessas alturas está mais uma vez a receber a mensagem de que o seu amigo gosta muito de si e que inclusive associa o dono aos sentimento que partilhou com a mãe. Esse comportamento com as patas acontece sempre que um gatinho está a mamar e, em alguns casos, mantém-se para o final da vida sendo o dono o eleito para a prática. É de notar que nem todos os gatinhos tem a necessidade de amassar os donos, não significam isso que gostam menos de si, significa apenas que não tem necessidade de se manifestar dessa forma.

Quando o gato faz um barulho estranho que parecem umas castanholas o que devo fazer?

Os gatos por vezes tem comportamentos que nos deixam espantados e que podem deixar um dono desprevenido em grande aflição, por não saber o que está a acontecer. Assim, quando ele se põe a olhar fixamente para um pássaro que está na janela e se produz uns barulhos estranhos, quase de aflição, um barulho feito com dentes e que parecem o bater de castanholas, não se assuste que nada de grave se está a passar. Não deve ficar assustado, é uma atitude normal e deve estar relacionado com o instinto de caça sempre presente nos nossos amigos felinos, mesmo que nunca tenham caçado nada na vida. Verá que quando o pássaro sair deixa de existir a manifestação e tudo volta ao normal.

O meu gato passa a maior parte do tempo a dormir. É normal este comportamento?

Um gato quando tem a segurança suficiente para dormir, pode aproveitá-la ao máximo. De facto, são animais que se deliciam com uma boa soneca, e passam a maior parte do dia a dormir (o sono pode ocupar dois terços do dia, pelo menos umas 10 a 12 horas e não raro, as 16/17 horas). Portanto, não estranhe se o seu animal passa muitas horas a dormir: é perfeitamente normal e saudável.

Por vezes o meu gato fica com as orelhas para trás e fica com um ar muito concentrado, normalmente com barulhos que o assustam. O que significa este comportamento?

Quando um gato tem as orelhas baixas e para trás está com medo e será normal, caso se mantenha a origem do medo, que possa reagir com agressividade. É uma manifestação que deve dar atenção e deve, se possível, afastar a origem do medo. É normal que quando se aproximam dois gatos possa existir este tipo de manifestações, mas verá que também é normal que com o tempo deixem de acontecer.

O meu gato por vezes fica com o pelo todo eriçado. O que é que significa?

Os gatos quando estão realmente assustados conseguem por todos os seus pelos eriçados, para parecerem muitos mais ameaçadores aos inimigos, pois ficam com um tamanho muito superior, pelo menos, visualmente. Se se mantiver a tensão, por exemplo provocada pela proximidade de outro gato, é muito provável que exista luta ou pelo menos uma bufadelas.

O meu gato ao brincar comigo dá-me umas mordidelas pequeninas, é normal?

O gato por vezes morde dono, embora não de forma séria, por pura brincadeira. Os gatos, em especial quando são bebés ou jovens, exercitam muito os seus instintos de caça, quer com brincadeiras com outros gatos, quer com o dono. Portanto, não estranhe que o seu gatinho pense que o seu pé é uma presa e em consequência simule um ataque com direito a umas mordidelas sem consequência. É também muito comum quando tem que as simulações sejam feitas entre gatos e nesse caso, é delicioso vê-los brincar, rebolando-se e mordendo-se uns aos outros.

O meu gato faz chichi pela casa, este comportamento é normal?

Os gatos são animais que marcam o território, sendo a urina a forma mais forte de o fazer, apesar de existirem outros métodos menos perceptíveis pelo dono, tais como a libertação de odor ao fazerem turrinhas ou mesmo quando se esfregam no dono ou em objectos da casa. A marcação do território existe quando a fêmea está com o cio, quando os gatos não estão castrados ou então mesmo castrados estão exposto a uma fêmea com cio, e quando existem muitos gatos num mesmo local. Portanto, a marcação do território através da urina manifesta-se quer nos gatos quer nas gatas, apesar de ser mais comum nos gatos, mas desaparece, para ambos, após a castração. (ver tópico especifico sobre as vantagens da castração)

Os gatos podem ser agressivos sem qualquer razão aparente?

Os gatos não são animais agressivos e só atacam quando estão realmente em muitos apuros e não podem fugir para nem lugar seguro. A atitude normal de um gato que se sente ameaçado é esconder-se do perigo e não responder com uma ameaça. Significa, portanto que para que o seu gato seja agressivo, situação muito perigosa para os outros gatos, cães ou mesmo humanos, é necessário existir muita tensão e acima de tudo é necessário que o gato esteja completamente encurralado. Em situações normais as agressões que observamos, por exemplo com os outros gatos de casa, são pequenas e não trazem consequências de maior.

Existe alguma maneira de educar um gato?

Os gatos são persistentes ao ponto de muitas vezes no parecer que são muito teimosos, provocando a ideia de que nunca será possível convence-los a mudar de atitude, por exemplo convence-los de que não pode subir para cima da mesa na enquanto estamos a jantar. Mas, apesar de não ser fácil e apesar de não ser garantido o sucesso, podemos educar o nosso gato. Para tal deve repreende-lo utilizando o som (lembre-se que os gatos ouvem muito melhor do que nós) pode gritar, fazer barulho com as mãos ou os pés. Este método só tem efeito se for aplicado sempre com firmeza e de forma persistente, caso a sua reacção varie de dia para dia, uns dá-se ao trabalho de repreende-lo outros até acha que é uma graça vê-lo em cima da mesa, nunca irá conseguir educá-lo. É de sublinhar que nunca deve perder a paciência e optar por lhe bater, pois este comportamento agressivo não tem qualquer efeito na educação do gato. É uma atitude que ele não percebe e portanto não irá produzir qualquer efeito na sua educação, irá apenas magoá-lo.

Por vezes o meu gato morde-me quando estou a fazer-lhe festas. O que significa tal comportamento?

Quando estamos a fazer festinha no nosso gatinho devemos perceber os sinais que eles nos transmitem. Se o gato está deitado com a cauda quieta significa que esta a gostar das festas e podemos continuar. Se esta a fazer ronrom, claro que está a gostar e podemos continuar. Mas nem sempre as festinhas são bem vindas, pois pode acontecer que o gato quer estar sossegado e portanto não quer ser incomodado. O primeiro sinal que nos transmite, surge com o movimento da cauda que deixa de estar quieta e começa a movimentar-se para a direita e para a esquerda: nessa altura deve parar. Se insistir pode acontecer que a impaciência seja tal que pode levar a uma mordidela, que é como quem diz, basta! A mordidela não significa que o seu gatinho não gosta de si, significa apenas que quer deliciar-se sozinho com a soneca. É de sublinhar que as atitudes agressivas por vezes estão associadas a sentimentos de dor ou medo. Caso note mudanças de comportamento durante um longo período de tempo, deve levar o gato ao veterinário.

Cuidados de Saúde do seu Gato

Em regra, os gatos são animais saudáveis e se tudo correr bem, é natural que as visitas ao veterinário se limitem à vacinação e esterilização. Enquanto bebés, e sobretudo nas primeiras 6/8 semanas de vida, são animais muito frágeis, sobretudo quando longe da mãe e quando ficaram órfãos muito cedo. É nesta fase inicial da vida que se regista uma maior mortalidade, pelo que todos os cuidados serão poucos para impedir que alguma doença oportunista coloque em risco a vida do filhote. Acresce que algumas doenças que mais frequentemente atacam o gatinho bebé são muito contagiosas, pelo que no caso de uma ninhada, significa quase sempre que todos os bebés vão contrair a doença e terão que ser tratados.

Quais são os maiores riscos para os gatinhos bebés?

Num gatinho bebé são particularmente problemáticos sintomas como os vómitos, diarreias, falta de apetite e prostração. Se notar algum destes sintomas, deve procurar de imediato o veterinário. Diarreias e vómitos podem facilmente provocar a desidratação do gatinho e mesmo provocar-lhe a morte. A coriza e panleucopénia são duas das doenças que mais frequentemente atacam gatinhos bebés. Manter os gatinhos dentro de casa, providenciar-lhes uma alimentação apropriada, efectuar a sua desparasitação (os parasitas internos podem provocar a morte) e assim que tiverem 2 meses, efectuar a vacinação, são cuidados que podem ajudar a que o gato possua uma excelente  saúde ao longo da vida.

Quais os sinais mais frequentes que podem indicar que o gato não está bem?

Existem vários sintomas que podem indiciar que o gatinho está com algum problema de saúde. Um dono atento pode detectar de forma precoce indícios de complicações e conseguir evitar a progressão de doenças que podem ser mais difíceis de combater numa fase mais avançada do seu desenvolvimento. Por isso se detectar algum destes sintomas, ou se a sua intuição lhe disser que algo de anormal se passa com o seu gato,  deve dirigir-se de imediato ao veterinário.
O comportamento do animal é um dos meios que temos para detectar que algo está errado com a sua saúde. Assim, sempre que notar alguma diferença no comportamento, por exemplo se notar que o gato está mais murchinho, que não brinca tanto ou se me ainda mais, deve preocupar-se em observá-lo com mais cuidado e em caso de persistência do comportamento estranho deve leva-lo ao veterinário.

Outra forma de observar se está tudo bem com o gato é através do apetite e do nível de ingestão de água. Nas situações em que um gato perde apetite é, normalmente, sinal de alarme. Pode, no entanto, acontecer que a mudança de apetite tem a ver com razões naturais e que não são caso para preocupação, por exemplo razões climáticas. Em caso de dúvida ou em caso de persistência de perda do apetite deve leva-lo ao veterinário. Claro que se o gato emagrecer repentinamente é um sinal muito obvio de que algum problema se passa, pois não é nada normal. Se observar que o seu gato passou a ingerir mais água pode ser um sinal de algum problema físico, nomeadamente um problema urinário.

Através da observação das fezes e da frequência com que o gato utiliza o WC é também uma forma de averiguarmos o estado de saúde do gato. Se notar que as fezes são moles com frequência ou então se notar que o gato tem dificuldades em fazer as suas necessidades deve ir ao médico, pois pode estar com algum problema físico, urinário, gástrico, entre outros.

Deve observar com regularidade os olhos do seu gato, pois se notar uma pequena membrana branca é sinal de febre e caso a membrana seja escura é sinal de que o gato está muito doente. Também pode saber se existe algum problema pela análise da temperatura do corpo, que deve estar normal, isto é, não deve ser nem muito quente (sinal de febre) nem muito fria (sinal de hipotermia) em ambos os casos, em especial no caso de temperaturas muito baixas, deve dirigir-se de imediato ao veterinário.

Por outro lado, os animais têm algumas maneiras de nos avisarem sobre o seu estado de saúde. Por exemplo, se o gato começar a fazer as fezes em locais onde costuma estar, por exemplo no sofá ou mesmo na cama, é uma forma de lhe dizer que pode estar com problemas de saúde, por exemplo gástricos, e deve leva-lo de imediato ao veterinário.

Neste ponto é também de referir que caso note um cheiro estranho muito intenso no seu gato deve leva-lo ao médico, pode significar um problema de insuficiência renal. Um outro sintoma deriva do aspecto do pêlo, se o pêlo ficar mais baço e portanto com um ar menos lustroso e, caso não tenha existido mudança de alimentação, pode ser um sinal de algum problema de saúde. Deve também, observar os ouvidos do seu gato. Caso exista o acumular de sujidade pode ser sinal de uma otite, que se confirma caso observe que o gato coça os ouvidos com regularidade. Seja como for deve sempre limpar com cuidado o ouvido pois alivia a comichão.

Algumas doenças mais frequentes nos gatos

Coriza felina

A Coriza, conhecida popularmente pela constipação dos gatos, é uma infecção das vias respiratórias superiores. Manifesta-se de muitas formas, normalmente em conjunto, nomeadamente, febre, corrimento nasal, corrimento ocular e espirros. É também comum que o gatinho fique abatido e manifeste um estado geral de prostação. Todo este mau estar provocado pela doença vai regra geral diminuir o apetite do gatinho, que desta forma fica cada vez mais enfraquecido e sem defesas. Os gatinhos bebés e os gatos idosos não vacinados são mais susceptíveis a esta doença, podendo ser mortal se não for devidamente tratada. É uma doença que nos gatos adultos é menos comum e pode ser evitada com a vacinação. É uma doença que facilmente se trata bastando, normalmente, 5 a 7 dias de tratamento adequado e segundo prescrição médica. Porém, se não for tratada a tempo, pode ter consequências verdadeiramente dramáticas, designadamente provocando a cegueira e até a morte.

Panleucopénia felina

A Panleucopénia é provocada por um vírus e produz uma diminuição muito acentuada do número de glóbulos, ao ponto de diminuir o sistema imunitário provocando que o gato fique mais propenso a infecções. Este vírus é altamente contagioso e transmite-se pelo contacto com gatos infectados, pelas excreções, particularmente pelo contacto com as fezes de gatos infectados, mas também se pode transmitir por objectos contaminados, como as taças da água e da comida ou mesmo através dos sapatos do dono. Os sinais alarmantes surgem se o gato apresenta sinais de uma depressão profunda ou se aparenta debilidade física, vómitos e diarreia que pode ter sangue e o pelo do gato fica baço. Os sintomas aparecem 2 a 10 dias após a exposição ao vírus e a doença dura geralmente 5 a 14 dias. Os antibióticos não são eficazes para colmatar esta doença e o meio de a prevenir é através da vacinação. É uma doença que pode dizimar ninhadas inteiras, se estas forem expostas ao vírus nas primeiras semanas de vida.

Peritonite Infecciosa Felina (PIF)

A PIF é uma doença provocada por um vírus que existe com diferentes capacidade patológicas, isto é, manifesta-se de forma distintas, enquanto algumas estirpes não provocam qualquer tipo de doença, outras provocam um diarreia, enquanto outras provocam a forma mais grave – a PIF. Como o PIF possui a capacidade de penetrar nas células de defesa do organismo sem serem destruídos consegue invadir todo o organismo e provocar danos irreparáveis. A doença pode acontecer por contágio entre gatos, através das fezes, mas também pode resultar da mudança do vírus que vive habitualmente no intestino de gatos saudáveis. Esta segunda hipótese pode resultar de factores genéticos ou então de situações de grande stress. Os sintomas são ao nível digestivo, falta de apetite, emagrecimento, febre, aumento do abdómen ou aumento dos gânglios linfáticos. Após a manifestação da doença a esperança de vida do gato é muito reduzida, pois não existe nenhum tratamento eficaz. A PIF é, normalmente, uma doença dos gatos muito novos ou muito velhos (animais com menos de 3 anos e mais de 10 anos de idade). Isto porque nestes grupos etários os gatos possuem um sistema imunitário mais debilitado. A única forma de comprovar a existência da doença é um exame post mortem, pelo que em vida apenas se pode falar em possibilidade de doença. O facto de o teste ao coronavirus indicar a possibilidade de PIF, não pode servir como condenação à morte. O gato pode ser tratado e recuperar, vivendo longos anos de uma vida normal.

Tinha e fungos

A tinha é uma micose que se manifesta pela perda de pelo, inicialmente, em pequenas zonas que podem alastrar-se se não for tratada imediatamente. Esta micose tem um tratamento longo, 20 dias, e deve ser feito com muito cuidado pois é altamente transmissível entre gatos, o que implica que o gato fique em quarentena, e é também contagioso entre gatos e humanos. O gato provavelmente vai perder parte do pelo em diferentes partes do corpo, mas ele voltará a crescer normalmente. Terá que ter cuidado em lavar com mais frequência as roupas onde ele dorme, para eliminar os esporos e aspirar com frequência o local, para que os esporos que permitem o contágio não circulem pela casa. Os fungos são uma outra forma de micose mais frequente e com sintomas e tratamento similares. O stress é um dos factores que pode justificar o aparecimento de fungos e apesar de serem facilmente transmissíveis, pode acontecer também que apensa um dos gatos da casa apresente propensão para este tipo de problema, que pode ser regular. Se verificar que não existe contágio, não deve isolar o animal, porque aumentará a situação de stress e assim os factores que despoletam o fungo.

Otite

A Otite é uma infecção nos ouvidos que podem resultar de ácaros, fungos ou bactérias e provoca um grande mau estar no animal e por vezes dores. Nem sempre é fácil diagnostica-la, até porque nem sempre é visível, embora em regra possa observar a acumulação de cera escura ou notar mau cheiro. Pode tornar-se necessário realizar teste adequado para confirmação do tipo de agente causador da otite, uma vez que o tratamento é diferente. Mas os ácaros são regra geral, um dos principais causadores deste problema. Existem sintomas que podem indicar o aparecimento de otites:  por exemplo se notar que o seu gato tem muita tendência para coçar os ouvidos, se notar que os ouvidos são  uma zona muito sensível ao fazer festinhas, ou se observar que o seu gatinho balança muito a cabeça ou tem a cabeça de lado. O tratamento é normalmente longo, duas a três semanas, e deve ser realizado com todo o rigor pois as otites são normalmente externas e facilmente curáveis, mas quando não existe tratamento ou o tratamento é incorrecto, as otites externas podem transformar-se em otites internas.

FeLV

O FeLV é um vírus que provoca leucemia felina e é uma das grandes causas de morte dos gatos. A única forma eficaz de o evitar é através da vacinação. Apesar da vacina garantir protecção a 100%, tem vindo constantemente a ser melhorada e os riscos de um gato vacinado contrair a doença são claramente diminutos. As consequências do FeLV são mortais e resultam normalmente da destruição dos glóbulos brancos sanguíneos que são a principal defesa do organismo contra as doenças. Os sintomas podem assumir a forma de anemia, febre, infertilidade, aborto ou o nascimento de gatinhos muito debilitados, inflamação ocular, rápida perda de peso, doença intestinal ou lesões neurológicas. Um gato infectado pode parecer saudável durante vários meses, mas a maior parte dos gatos morrem poucos anos após serem infectados. Pode também acontecer não se observar qualquer sintoma e o gato estar contagiado, mas se verificar que o seu gatinho fica doente com muita frequência deve fazer o teste. O vírus está presente nas secreções corporais do gato pelo que a transmissão ocorre pela troca de saliva, secreções respiratórias, fezes e urina. O contágio pode acontecer pela partilha dos recipientes de comida e água, pela limpeza mútua e claro pelas lutas entre gatos dado que existe sempre uma grande libertação de saliva nessas situações. Após a contaminação existem tratamentos que adiam a evolução da doença, mas nenhum irá eliminar o vírus e as consequências mortais a médio prazo. Um gato infectado não deve de forma alguma estar em contacto com outros e evidentemente não deve ter acesso à rua pois iria contrair muitas doenças e transmitir o FeLV a outros gatos. O FeLV só é transmissível aos gatos, não existindo qualquer perigo para os humanos. Sublinha-se no entanto que um gato que seja Felv positivo não é um gato condenado a morte imediata. Um gato nestas condições, que seja bem alimentado e tratado, tem possibilidades de viver bons anos sem desenvolver qualquer doença. O gatil dos Felv da UZ, que está longe de reunir as condições de vida que estes gatos necessitariam (um vida sem exposição ao frio e calores excessivos, humidades, com comida adequada e tratamento imediatos dos pequenos problemas de saúde que qualquer gato pode ter, mas que num gato FeLV positivo exigem um tratamento imediato, para não progredirem) alberga gatos que já ali estão há alguns anos e que apesar de tudo, têm ultrapassado com sucesso as difíceis condições de vida do gatil.

Fiv

O FIV (Imunodeficiência Felina) é um vírus que diminui a capacidade de defesa do organismo do gato, deixando-o mais vulnerável a ao aparecimento de doenças e provoca maior dificuldade em as tratar. Portanto, em rigor não se trata de uma doença, mas sim de uma desvantagem do animal face ao aparecimento e ao consequente tratamento de doenças. É um vírus que não se transmite aos humanos e nos gatos só se transmite através do sangue que pode resultar, por exemplo, de lutas violentas entre os gatos. Pode acontecer que um gato seja portador de FIV e que nunca exista qualquer manifestação anormal do seu comportamento, mas quando notar por exemplo a persistência de infecções ou então quando observar que o tratamento dessas infecções é muito mais difícil, deve contar um veterinário e ponderar a realização do teste, para que no futuro possa dar ao seu gato a atenção que ele precisa. Caso o teste do FIV do seu gatinho tenha dado positivo, significa que foi infectado com um vírus que provoca menor resistência do organismo as adversidades das doenças. Um gato portador de FIV pode ser um gato com uma vida longa e saudável. O comportamento do dono vai ser decisivo para que isso possa acontecer: ele precisa de uma alimentação cuidada, as vacinas em dia e uma vida tranquila sem grandes sobressaltos e sem contacto com outros gatos portadores de alguma doença. Existem muito gatos portadores de FIV que vivem uma vida saudável e duradoura junto dos seus donos e muitas vezes junto de outros amigos gatos. Um gato com FIV não deve ter contacto com outros gatos em situações de tensão, por exemplo não deve sair para a rua, pois não só pode transmitir a doença a outros gatos na sequência de uma luta, como também pode apanhar alguma doença transmitida pelos outros. Como uma gato com FIV é uma animal com menos defesas, para lhe proporcionar uma vida longa e saudável, deve protege-lo garantindo-lhe uma vida saudável e evitando a todo o custo o contacto com outros gatos doentes, pois o seu animal está muito mais susceptível de contrair essas doenças. Uma vez mais se alerta para que o facto de que um gato ser Fiv positivo não significa a sua condenação à morte. Ele pode viver muitos anos na sua companhia. O Cantinho dos Fiv na UZ é um bom exemplo de como estes gatinhos merecem que não lhes seja negada a possibilidade de continuar a viver.

Sistema urinário

Os gatos possuem um sistema urinário sensível (sobretudo os gatos machos podem ter propensão para problemas ao nível urinário, que resultam da acumulação de cálculos de estruvite (os mais frequentes), em consequência da ingestão em excesso de sais minerais. Algumas rações têm este facto em consideração e os seus ingredientes são apropriados às necessidades alimentares dos gatos, evitando este tipo de problema. Os sintomas de entupimento do canal da uretra são diversos: a urina mais escura, eventualmente com sangue, o gato sente desconforto quando vai ao wc e pode inclusive deixar de conseguir urinar, miando com dores. Se a uretra ficar completamente entupida, os rins podem parar e conduzir à morte. Deve levar com urgência o seu gato ao veterinário, se notar algum destes sintomas. Para prevenir, pode ver com o seu veterinário uma alimentação apropriada.

Insuficiência Renal

Sobretudo nos gatos mais idosos, os rins são um dos primeiros órgãos a apresentar um funcionamento deficiente, podendo culminar numa insuficiência renal. Os rins deixam de ter capacidade para limpar o sangue dos detritos e pode conduzir a um envenenamento gradual do organismo, que no limite conduz à morte. Um dos sintomas da doença é o aumento da sede e logicamente do consumo de água. O gato vai perdendo o apetite, emagrece, o pêlo fica sem brilho, e torna-se cada vez mais apático. Pode ainda ficar com um intenso e desagradável cheiro no corpo e na boca. A insuficiência renal não tem cura, mas pode ser controlada. Sem dos sintomas apontar para esta possibilidade, consulte o veterinário, para que possa tomar as providências necessárias para aumentar as possibilidades de sobrevivência do seu gato.

Benefícios da Castração / Esterilização do seu Gato

Os gatos são animais com uma enorme capacidade de reprodução. As ninhadas são numerosas, ao fim de 6 meses uma gatinha pode ter o primeiro cio e ter a primeira ninhada e pode ter 4 ninhadas por ano. Se nada fizer para impedir as ninhadas, vai acabar por se ver a braços com um problema grave: mesmo que possa encontrar donos para os primeiros gatinhos junto dos seus amigos, em breve sentirá o desespero de não ter donos para todos os filhotes. Por isso mesmo cada vez mais donos responsáveis efectuam um controlo de natalidade de gatas e gatos. As vantagens são inúmeras e acabam com os incomodativos períodos de cio que como qualquer dono de um gato sabe, são complicados para donos e animais.

Porque razão devo fazer o controlo de natalidade do meu gato(a)?

Há relatos de gatos em que tal acontece mais cedo, mas em regra as fêmeas têm o seu primeiro cio aos 6 meses e os gatos perto dos 8/9 meses. Os cios são períodos complicados para os donos, na medida em que os animais se encontram muito agitados e inquietos, podem ter diversas alterações físicas como deixar de comer, de dormir, procuram desesperadamente sair de casa (quando o conseguem, as hipóteses de não conseguirem voltar a casa são grandes), miam alto e de forma particularmente incomodativa, perturbando o sono e causando inclusive alguns problemas com a vizinhança. Controlando a natalidade, vai impedir os animais de entrar em cio. Se o fizer com recurso a uma pequena intervenção cirúrgica, o seu problema está definitivamente resolvido. Da mesma forma, a sua gata nunca mais vai ter ninhadas: acabou o stress de saber se tudo corre bem na altura do nascimento e de arranjar donos para tantos bebés. Lembre-se que a sua gata terá cios sucessivos se não fizer algo para o contrariar. No caso dos machos, tenha em atenção que vão marcar o território (urinando) e que se tiverem acesso à rua, vão entrar em lutas e correr sérios riscos. Se a sua gata tiver cios sucessivos e/ou ninhadas sucessivas, as possibilidades de que contraia doenças que obriguem a tratamentos e intervenções tão ou mais caras do que a esterilização, são muito grandes. Assim estará a proteger a saúde e bem estar da sua gata. E não tendo ninhadas, está ainda a contribuir para que os potenciais donos desses gatinhos optem por adoptar um dos muitos gatinhos que nasceram nas ruas ou foram abandonados, dando-lhes a hipótese de te rum lar.

Como posso fazer o controlo de natalidade do meu gato(a) e acabar com os períodos de cio?

As opções ao sue dispor são duas:

  • A esterilização ou castração, que é definitiva;
  • A pílula, que terá que ser tomada regularmente, sob conselho e orientação veterinária. No entanto, este método tem consequências para a saúde do animal, pelo que apenas se defende que seja utilizado em circunstâncias excepcionais e pontuais.

Com que idade devo esterilizar ou castrar o meu gato(a)?

As gatas podem ser esterilizadas a partir dos 6 meses. Embora durante muito tempo se tenha defendido a vantagem em ter um primeiro cio, hoje essa teoria é cada vez menos defendida. Os gatos, regra geral, podem ser castrados aos 8/9 meses. No entanto, há animais mais precoces e por isso pode acontecer que o seu veterinário verifique que ele pode ser operado mais cedo (por exemplo se começar a marcar território, urinando pela casa).

A operação é um grande risco?

Os riscos são muito diminutos. Este tipo de intervenção cirúrgica é um procedimento sem complexidade e que por isso não deve ser encarado com angústia. O seu veterinário poderá tranquilizá-lo, uma vez que as possibilidades de que ocorram complicações inesperadas são realmente remotas.

Os animais sofrem muito?

A castração e esterilização são intervenções cirúrgicas e como tal, provocam dor e algum desconforto.Tal como acontece com os seres humanos, também os gatos tomam um analgésico que elimina essa dor.No caso dos machos, porque a operação é muito mais simples, a dor e desconforto é menor. Em qualquer dos casos, o sofrimento que possam sentir é de facto anulado pela administração de medicamentos apropriados.

Quanto tempo demora a recuperação?

A recuperação do macho é muito rápida. No dia seguinte à operação pode contar que o seu amigo se encontre em plena forma, pronto para as brincadeiras e tropelias do costume.A intervenção nas fêmeas é um pouco mais complexa e por isso a sua recuperação demora um pouco mais. Em regra, elas estão com comportamento normal e recuperadas ao fim de 5 dias, mas algumas gatas possuem uma capacidade de recuperação maior e consegue estar activas e brincalhonas ao 3º dia.

A operação é muito cara?

A operação dos machos é mais económica do que a das fêmeas, por esta última ser mais demorada. Os custos variam de médico para médico (em termos indicativos, 125/150 para fêmeas e 60/75 para os machos). Algumas associações, como a Associação Zoófila, que trabalha em parceira com a União Zoófila, praticam preços mais baixos, pelo que devem ser uma alternativa que deve considerar. E pense que os custos de ter ninhadas sucessivas, de as alimentar, de curar doenças, vãos sair bem mais elevados do que se optar por resolver definitivamente o problema.

Devo dar a pílula?

Pelos efeitos nocivos que se começam a atribuir a este método de controlo de natalidade, não o deve fazer, a não de forma pontual, por exemplo, num período curto enquanto aguarda a esterilização. O seu veterinário poderá explicar-lhe com detalhe as grandes desvantagens da utilização e os riscos que significa para a sua gata.

Como tenho um gato (macho) e ele não vai ter ninhadas, devo castrá-lo?

Certamente que sim. Se o seu gato estiver em casa, será difícil (ou mesmo impossível) aguentar a marcação de território. Se o gato anda na rua (que por motivos vários não é recomendável, salvo em situações bem vigiadas), vai lutar em disputa pelas fêmeas, ficar ferido, poderá contrair doenças e vírus. Para não falar do aspecto igualmente muito negativo que ao deixar andar um gato não castrado livremente pelas redondezas, ele vai certamente dar origem a muitas ninhadas, de gatinhos que maioritariamente vão morrer em condições de grande sofrimento (sabe-se que um número elevado dos gatinhos nascidos na rua morrem de fome, frio, desidratação ou doença, e quando maiorezinhos, por atropelamento). Não vai certamente querer que tanta dor tenha origem no seu gato, quando para o evitar lhe basta fazer muito pouco.

Disseram-me que os gatos ficam gordos e muito molengões depois de operados. É verdade?

Os gatos que são esterilizados, regra geral, tornam-se animais mais meigos e dóceis. Podem ter tendência a ficar um pouco menos activos, e por essa razão, alguns engordam um pouco. Deve dizer-se porém, que o engordar não acontece com todos os gatos e provavelmente nem sequer com a maioria. Não se pode também dizer que fiquem molengões por causa da operação. Podem ficar mais calmos, o que por vezes até pode ser uma vantagem, se o seu gato for super activo. É importante que continue a desafiá-lo para brincadeiras e corridas, que eles muito apreciam e servem para ajudar a manter a forma.

A Terceira Idade do seu Gato

Tal como as pessoas, os nossos amigos também envelhecem. Tal como as pessoas, esse processo implica alguma mudança de comportamento/temperamento e também no organismo. É por isso natural que o dono tenha que apoiar de forma especial o seu gato idoso, para que possa ver aumentada a sua qualidade de vida e inclusive, para que possa ser prolongado o tempo de vida. É importante não esquecer que a forma como o gato foi mantido ao longo de toda a sua vida, vai contribuir decisivamente para aumentar as hipóteses de viver uma velhice sem problemas.

Quantos anos posso esperar que o meu gato esteja comigo e quando começa a fase do envelhecimento?

Amamos os nossos animais e gostaríamos que vivesse tanto quanto nós. Tal não é possível, mas um gato pode viver, em média, entre 14/16 anos. Há gatos que vivem 20 e até mais anos, mas não é comum que tal aconteça.

Geralmente, diz-se que um gato entra na “terceira idade” aos 9/10 anos. No entanto, é errado considerar que um gato com essa idade é um velho ou idoso. Lentamente o gato pode ir demonstrando o “peso” da idade, mas sinais notórios de envelhecimento só vão aparecer alguns anos mais tarde.

Existe uma alteração no seu comportamento?

Naturalmente que a velhice também significa para o gato uma diminuição das capacidades físicas e por isso, o gato vai ficar menos activo. As corridas são mais raras, a capacidade de saltar também diminui. Ficará menos brincalhão, talvez mais sensível a festas. Poderá isolar-se, para poder descansar mais à vontade.

Quais os sinais físicos que indicam o envelhecimento?

Vai tornar-se cada vez mais pachorrento e sedentário, passando ainda mais tempo a dormir. As brincadeiras serão cada vez mais raras, embora deva continuar a insistir em brincar com ele. Na medida em que se mexe menos, pode ter tendência para engordar, mas o oposto pode também ocorrer e o gato começar a emagrecer: se esse emagrecimento for muito acentuado, é possível que alguma coisa não esteja bem e ele deve ser visto pelo veterinário. Os dentes dos gatos também acusam o envelhecimento. Podem ficar escuros e até cair. Podem aparecer gengivites. A comida em secos ajuda a controlar problemas com os dentes e acumulação de tártaro. Por outro lado, também a visão, a audição e até o paladar podem ver-se reduzidas, sobretudo em gatos realmente muito idosos. O pelo fica menos brilhante, cai com mais frequência e quantidade, e podem até surgir algumas peladas. A agilidade pode ficar diminuída. Se ele já não consegue saltar para os seus sítios favoritos, dê-lhe uma ajuda.

Devo mudar a alimentação?

As necessidades fisiológicas alteram-se com a idade, pelo que é recomendável que passe a dar comida específica para gatos idosos e a evitar determinados alimentos. As rações são completas e procuram contribuir para evitar que o gato se torne obeso (não se esqueça também que ele vai passar a ser cada vez menos activo e mais dorminhoco), ajudando igualmente a controlar eventuais problemas renais, que são uma das doenças que com maior frequência afectam os gatos idosos. Existem já diversos suplementos alimentares, que só devem ser dados a conselho do veterinário.

Que outros cuidados devo ter com ele?

Escove o gato com frequência, para lhe retirar o pelo velho. Como ele vai lavar-se cada vez menos e deixará de ter a agilidade de outrora para chegar a todo o corpo, tenha o cuidado de periodicamente, o ir limpando com toalhetes, ajudando a que mantenha a sua beleza felina. Também os gatos se tornam cada vez mais friorentos, por isso reforce a cama onde ele costuma estar com uma almofadinha e cobertor. Não se admire se ele procurar cada vez mais o conforto do aquecedor. Esteja atento a mudanças de apetite e também à quantidade de água que ele bebe. Beber água em excesso é sinal de problemas renais. Um outro indicador de problemas renais, pode ser dado pelo odor estranho que o gato pode passar a ter. Neste caso, dirija-se de imediato ao seu veterinário. Com uma análise simples detectará se existe ou não insuficiência renal e com uma alimentação adequada para este tipo de problema, poderá controlar a doença. Se notar algo de estranho no comportamento, se fisicamente alguma coisa lhe chamar a atenção, convém que não demore a levar o gato ao veterinário. E sobretudo, faça com que até ao fim o seu gato se sinta dono do seu coração. Mime-o e desfrute da sua companhia, sempre que lhe for possível. Respeite a sua necessidade de isolamento, se ela for evidente, mas não se esqueça que ele ainda ali está, só porque ele deixou de o procurar com mais frequência. Não o ignore quando ele chama a sua atenção. Faça-lhe festas (ainda mais). Esteja com ele até ao fim e mais do nunca, não o abandone.

As Férias do seu Gato

A ida para férias é sempre um período bom e muito apreciado para os humanos, mas para os gatos é uma situação de instabilidade e de algum stress, quer decida levá-lo consigo, quer o deixe ficar num hotel ou mesmo se optar por deixá-lo em casa entregue aos cuidados de amigos ou familiares. A melhor decisão está dependente do tempo de férias e do tipo de férias.

Vou de férias e vou levar o meu gato comigo, quais os cuidados que devo ter na viagem?

Na esmagadora maioria, os gatos não gostam de viajar, porque se sentem inseguros e porque tudo o que se passa à volta é novo e desconhecido: os barulhos, os cheiros etc. Perante um ambiente tão inseguro, é normal que o animal tenha medo e pode assustar-se em situações completamente inesperadas, por isso terá sempre que transportar o seu gato numa transportadora própria. É um erro muito grande pensar que como o gatinho é meigo pode ir na parte de trás do carro, calmamente, como se estivesse no sofá da sala. Existem muitos casos onde o gato se assusta, por exemplo, com uma travagem brusca, e tem uma atitude agressiva ocorrendo em alguns casos o ferimento do dono. Mesmo quando o animal não para de miar porque está fechado na transportadora, não deve ceder e deixá-lo sair. Nunca deve deixar o gato sozinho no carro, porque pode estar muito calor ou existir falta de ar. Existem muitos casos terríveis de morte em situações provocadas por esta irresponsabilidade, quer por desidratação quer por falta de oxigénio.

Vou de férias e vou levar o meu gato comigo: devo ter alguns cuidados especiais na nova casa?

A ida do gato para a casa de férias é o mesmo que mudar de casa (ver também o tópico Chegada a Casa). Portanto, de facto terá que ter muitos cuidados, em especial os relacionados com a segurança. É natural que a casa de férias tenha acesso ao exterior e eventualmente acesso à estrada. Se for este o caso, tem duas soluções possíveis: ou não deixa o animal sair de casa, o que é sempre difícil, ou então terá que proteger a área dos grandes perigos que surgem através do acesso ao exterior. Pode vedar a varanda/terraço/jardim para inviabilizar a saída do seu animal. Existe a tendência para se pensar que como a casa de férias está longo da estrada não é necessário ter grandes preocupação. Só que o perigo não é apenas o do atropelamento imediato, o perigo surge assim que deixar de ver o seu gato: ele pode perder-se e não conhecendo a casa, não saberá voltar. Portanto, a ida para a casa de férias é um processo difícil para o gato, e pode ter associado muitos perigos. Mas a adaptação do gato faz-se relativamente rápido e se tiver a zona protegida, não duvide que será um prazer ver o seu gato a desfrutar e brincar na relva do jardim.

Como posso deixar bem entregue o meu gato na situação de umas férias para onde não o posso levar?

Hoje já existem muitos hotéis para estadia de animais, que garantem todas as condições para albergar animais de estimação nas férias. Esta opção não é a mais económica, mas como o número de hotéis tem aumentado, o preço tende a ser cada vez menor. Existem também serviços de apoio domiciliário, garantindo o bem-estar do seu animal no período em que está ausente. Este serviço é garantido com a deslocação das pessoas que irão tratar do animal à própria casa, evitando, assim o stress habitual de mudança temporária de residência, provocando o menor transtorno ao animal. Para informações contacte uma qualquer Associação de Defesa dos animais, um veterinário, ou até recomendações de algum amigo que tenha utilizado este serviço. Por outro lado, é sempre possível contactar os amigos. Verá que pode ficar surpreendido pela disponibilidade demonstrada em ocuparem algum do seu tempo a garantir que os seus amigos ficam em segurança enquanto se encontra ausente. Com o objectivo é diminuir o número de animais abandonados na época das férias, a Câmara Municipal de Lisboa lançou, em 2003, uma campanha de intercâmbio para quem quiser tomar conta dos animais de outras pessoas enquanto estas vão de férias. Existe hoje uma bolsa de voluntários donos de animais, de forma a, entre si, cuidarem dos animais de companhia em períodos de ausência temporária. Deste modo, os donos que aderirem a esta iniciativa tomarão conta do animal de estimação de outra pessoa enquanto ela se encontra em período de féria se, quando o inverso ocorrer, têm a garantia de que o seu animal estará sob os cuidados de alguém responsável. Informação sobre esta iniciativa e como utilizar os serviços está disponível nos seguintes contactos: 213 424 304 / 7 / 8 ou e-mail : dhurs@cm-lisboa.pt

A Segurança do seu Gato

Garantir que o gato está em segurança é uma preocupação de qualquer dono. Apesar disso, por vezes podem existir descuidos que resultam sobretudo da do desconhecimento quanto aos  interesses e comportamentos  dos gatos. Casas e rua são um mundo vasto em que os nossos amigos se movimentam e que de forma diferente, podem apresentar riscos diferentes.

Quais os cuidados de segurança que devo ter em casa?

Os gatos são animais que zelam muito pela sua segurança. São cuidadosos e cautelosos, olham com cautela para o que é novo e diferente, mas possuem uma curiosidade que leva a que esqueçam todos os cuidados, e que frequentemente os coloca em situações de perigo para as quais temos que estar muito atentos. Deve ter muito cuidado com as portas de acesso à rua. Sobretudo no caso de se tratar de um gato que não está habituado a sair à rua, os riscos são enormes: desde logo, poderá facilmente perder-se. Se encontrar outros gatos, estes vão defender o seu espaço e podem atacar e provocar ferimentos (perigosos também porque as feridas permitem a transmissão de doenças). Também há o contacto com fezes de outros animais que são fonte de transmissão de doenças, e claro o perigo de ser atropelado. Em apartamentos, de forma a evitar quedas que muitas vezes são mortais, temos que ter sempre muito cuidado com janelas e varandas abertas e acesso a telhados.

Para evitar perigos de envenenamento temos que ter cuidado com:

  • Plantas (apenas algumas plantas)
  • Detergentes
  • Ingestão de medicamentos humanos
  • Aplicação incorrecta de produto para eliminar parasitas (aconselhe-se com o veterinário sobre qual aplicar e em que quantidade)
  • Venenos existentes nas ruas e campos.

Os perigos de estrangulamento  e asfixia são reais e resultam de:

  • Sacos (porque o gato pode ficar preso nas asas e podem estrangula-lo)
  • Fios de qualquer espécie
  • Fios eléctricos (que podem também provocar choques)

Também existem perigos de queimaduras com ferros de engomar, lareiras (sobretudo no caso de lareiras abertas (sem recuperado de calor), em que podem saltar pequenas fagulhas, aquecedores ou mesmo bicos do fogão ligados. Esteja atento aos resíduos de um qualquer objecto de vidro que se tenha partido:  deve aspirar toda a área circundante, porque existem partículas invisíveis que podem ser ingeridas ou então podem ferir as patas do seu gato. Também tem que ter muito atenção às máquinas de lavar roupa, de secar roupa e geleiras, pois acontece com muita frequência a visita, por parte do seu gato, ao interior desses electrodomésticos. No caso dos gatos bebés os cuidados ainda são maiores porque os perigos também aumentam. Não só porque possuem menor noção do perigo e vão mais descontraidamente ao seu encontro, como porque sendo tão pequenos, há ainda que ter  muito cuidado com todos os buracos que existam em casa, tais como um cano aberto de saída da água, uma janela partida ou mesmo a sanita destapada.

Quais os cuidados de segurança que devo ter no transporte?

O transporte tem sempre que ser feito na transportadora (própria ou improvisada), mesmo que o seu gato não aprecie e utilize todos os meios para evitar ser lá colocado. Apesar das grandes miados que podem ocorrer, e que nos deixam com um grande sentimento de culpa, não ceda a tentações: é um grande erro pensar-se que como o gatinho é meigo não haverá qualquer problema em transporta-lo ao colo ou mesmo livremente no carro. Se alguma situação assusta o animal (podem ser muitas e são normalmente imprevistas pelo dono) a reacção é absolutamente inesperada e pode levar a que o seu gato fuja ou então que tenha atitudes agressivas, depende das circunstâncias e do pânico. Mesmo quando se trata de um bebé, deve levá-lo sempre numa transportadora, pode fugir e pode esconder-se num buraquinhos que nós nem sequer pensamos que existe (por exemplo, atrás do porta luvas do carro).

Devo por uma coleira para facilitar a identificação em caso de fuga?

As coleiras, com a identificação do dono e com os contactos, são um bom auxilio mas situações em que o gato se perdeu, sendo portanto recomendado a sua utilização. Deve no entanto ter muito cuidado a colocação para evitar algum mal-estar ao gato na sequência de estar apertada. Por outro lado, não deve de forma alguma colocar um qualquer modelo de guiso porque o som que produz de forma sistemática representa uma tortura para o gato, não só porque é um som frequente, como também porque o gato tem uma capacidade auditiva muito superior à dos humanos e portanto o volume do som do guiso deve ser ensurdecedor para o animal.

Devo colocar a identificação electrónica (Microchip) no gato?

O Chip é uma forma muito eficaz de identificar o seu gato e desta forma de evitar um fim trágico caso tenha fugido de casa e tenha sido capturado pela carrinha da Câmara Municipal. Segundo a legislação em vigor, qualquer animal que seja identificado através da leitura do Chip, não pode ser abatido. Colocar o chip não é doloroso, não tem qualquer efeito secundário e de facto pode ajudar nas situações em que o gato fugiu de casa. Para mais informações consulte, neste site, o tópico “Identificação/Microchip”

Posso deixar as janelas entreabertas?

Os gatos, para além de serem curiosos, são também muito persistentes, o que leva a que uma pequena fresta de uma janela se possa transformar numa janela totalmente aberta, passado um bom bocado a ser empurrada com as patas. Assim, uma pequena abertura de uma janela pode facilmente transformar-se numa janela aberta e permitir a fuga de casa. Lembre-se que o seu gato passa horas em casa sem a sua companhia e mesmo quando está presente nem sempre percebe o que ele está a fazer, portanto evite surpresas e feche sempre as janelas. Existem soluções que permitem arejar a casa e manter a segurança do gato, por exemplo modalidades de abertura na vertical ou mesmo a colocação, nas janelas, de redes finas.

Como o meu gato tem um grande equilíbrio devo deixa-lo ir para o telhado ou mesmo para os parapeitos das janelas?

Na maior parte dos casos os gatos têm um equilíbrio que espanta qualquer pessoa, mas também falham e também caiem. Portanto, apesar de parecerem seres muito seguros quando se deslocam em qualquer altura, deve ter a consciência de que os acidentes acontecem e são muitas vezes mortais. Não deve permitir que o seu animal corra riscos de vida. Evite que saia de casa.

É popular dizer que o gato tem sete vidas, e que quando cai não há problema. É verdade esta afirmação?

Um gato não tem sete vidas e quando cai pode morrer imediatamente ou então pode ferir-se gravemente! É verdade que o gato quando cai tem o instinto de se preparar para a queda e se tiver tempo cai de forma a minimizar o acidente, mas o risco de ter ferimentos é muito elevado e muitas das vezes estes são mortais. Não deixe que uma afirmação popular ponha a vida do seu gato em risco e proteja-o.

Telefone:
Fax:
Sede da União Zoófila, Rua Padre Carlos dos Santos
Alto das Furnas 1500 - 901 Lisboa