Lolita, a guardiã da lancheira

Não há-de ser hoje a primeira nem a última vez que um voluntário da União Zoófila fica sem o almoço ou sem o lanche.

Uma pessoa chega, pousa a sacola com a sandes e a maçã, esquece-se dela por dois minutos e… onde está o meu almoço?

Acontece salvar-se a maçã. Nem todos os cães gostam de maçãs.

O que vale é que há sempre quem traga almoço ou lanche a mais e aceite reparti-lo com o lesado.

Também já aconteceu ir uma pessoa a comer a sandocha enquanto circula no abrigo e, de repente, ver que, pura e simplesmente, a sandocha desapareceu.

Magia!

Ou talvez não. Não são restos da sandocha na boca do Playa?

Os cães ao cuidado da União Zoófila não são apenas lindos. São também muito inteligentes. E iguais aos que vivem em nossas casas.

Tudo o que nós levamos à boca lhes parece, à partida, apetitoso. Mesmo se, depois de cheirarem aqui e mordiscarem aqui e acolá, concluem que… afinal, não.

Ora, serve tudo isto para dizer que os voluntários do Gatil não correm o risco de ficar sem o almoço. Porque têm uma Lolita. 

Já vos falámos dela aqui. A Lolita é uma gatinha muito idosa e doente renal que circula à vontade e adormece onde quer, nomeadamente em cima da telefonia.

Sucede que a Lolita se revelou uma extremosa guardiã de lancheiras, que, aliás, lhe servem também de poleiro para dormitar e ver as vistas.

Não sabemos, na verdade, se a Lolita está disponível para adopção. Porque nos parece que ela é nossa e, quando chegar a hora dela, é para nós que ela vai olhar.

Ainda assim, a Lolita está disponível para que a conheçam na União Zoófila. E vale a pena conhecê-la.

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