Os animais não são palhaços

Somos absolutamente contra a utilização de animais selvagens ou domésticos em circos. Saudamos por isso a recente iniciativa parlamentar de proíba-la. Em Dezembro, quatro partidos apresentaram propostas nesse sentido, embora visando apenas os animais selvagens, e concordaram em debater na especialidade de forma a apresentar um documento conjunto.

Para além das práticas violentas de treino, que condicionam elefantes a dobrar as patas e fazer a vénia ou tigres a saltar através de círculos de fogo, consideramos que o alojamento em jaulas e o (suposto) divertimento à custa da humilhação de animais que pertencem à selva ou à savana ofendem o sentido ético de uma sociedade que se pretende desenvolvida.

Segundo informação da Direção-Geral de Veterinária, a 31 de Agosto de 2016, existiam 1.136 animais utilizados por circos, nomeadamente aves, répteis, cavalos, leões, póneis, tigres, camelos, burros, lamas, coelhos, tubarões, crocodilos, elefantes, bisontes, hipopótamos, otárias, zebras, puma e renas.

A Direcção-Geral de Veterinária não informou sobre a idade destes animais. Uma lei aprovada há 5 anos proibiu a aquisição de novos animais de determinadas espécies e a reprodução dos espécimes já existentes nos circos.

A falta de informação sobre a idade dos animais usados em circos faz-nos temer que o cumprimento da lei anterior não esteja a ser fiscalizado.

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